Três cidades do norte gaúcho são destaque no RS com melhor desenvolvimento sustentável

Das cinco cidades gaúchas com melhor desenvolvimento sustentável, três ficam no norte do Estado. Com cerca de 2 mil habitantes cada, Nova Boa Vista, Montauri e Floriano Peixoto foram reconhecidas em levantamento feito pelo Instituto Cidades Sustentáveis, lançado nesta sexta-feira (8).

Veja mais detalhes neste post.

Prefeitura de Nova Boa Vista / Divulgação

O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades 2025 (IDSC-BR) é uma ferramenta que avalia todos os 5.570 municípios brasileiros em 100 indicadores socioeconômicos e ambientais, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). A pesquisa abrange áreas como educação, saúde, moradia, renda, saneamento, segurança, mudanças climáticas e infraestrutura urbana, dentro de 17 objetivos macro.

— Foi inspirado na Organização das Nações Unidas, em metas que existem até o ano de 2030 para uma melhoria da qualidade de vida nas cidades, efetivamente. É um índice que permite um olhar para todas as cidades — explica Jorge Luiz Abrahão, diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, responsável pelo estudo.

Com pontuação de 62,06, o município de Nova Boa Vista conquistou o primeiro lugar na Região Norte e o segundo no Rio Grande do Sul (veja o gráfico abaixo). A cidade está atrás apenas de São José do Sul, no Vale do Taquari.

Para o prefeito de Nova Boa Vista, Cleber Badin (PDT), o resultado é gratificante e reflete o trabalho desenvolvido nos últimos anos, por diferentes administrações.

— Conseguiram investir em educação, saúde, assistência. No nosso município, como é essencialmente agrícola, cabe ressaltar o investimento que é feito também na nossa área do interior, trazendo conforto para esse pessoal — disse.

Entre os principais focos da prefeitura estão o combate ao êxodo rural, especialmente entre os jovens. Por isso a importância da valorização à zona rural.

A educação é outro pilar, conforme o prefeito, com investimentos voltados à qualidade do ensino e melhorias para professores e alunos:

 — A gente recebe muitos pedidos até de fora do município para virem aqui estudar, mas a nossa demanda hoje e a nossa estrutura física acabam não conseguindo atender toda a demanda.

No índice nacional, Nova Boa Vista ocupa a posição 49 entre os mais de 5,5 mil municípios do Brasil. Entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que compõem o índice, teve avaliações consideradas muito altas (acima de 80 pontos) em seis: Saúde de Qualidade, Educação de Qualidade, Água Potável e Saneamento, Energias Renováveis e Acessíveis, Cidades e Comunidades Sustentáveis e Produção e Consumo Sustentáveis.

Nova Boa Vista também já foi destaque em segurança no começo do ano: é um dos 15 municípios gaúchos que não registraram homicídios, latrocínios e feminicídios desde 2002. Além disso, ocupa o sétimo lugar no ranking estadual das cidades com melhor qualidade de vida.

Além da vocação agropecuária, a indústria moveleira também movimenta a pequena cidade de pouco mais de 2 mil habitantes. O polo de fabricação de móveis acaba atraindo pessoas de outros municípios da região. 

— Hoje, o nosso desafio, falando em indústria, com certeza é na área habitacional. Temos um déficit, sim. Estamos trabalhando para poder atender essa demanda grande também de pessoas que vêm de fora do município — adianta o prefeito.

Também do norte gaúcho, Montauri ficou com o quarto lugar no Estado e 85º no Brasil, somando 61,26 pontos. Ela é seguida por Floriano Peixoto, que fecha o top 5 estadual com 60,87 pontos e ocupa a 108ª colocação no ranking nacional. 

Com 1.499 habitantes, Montauri carrega ainda outro título: foi classificada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a cidade mais católica do Brasil. O marco tem como base os dados do último Censo, quando 98,32% da população se identificou como católica.

— Quando a gente olha o RS, observa que há um grupo de cidades menores que conseguem ter um melhor desempenho, um nível de desenvolvimento sustentável, e aparecem melhor no índice. São José do Sul é a melhor colocada; as cidades de Nova Boa Vista e Cotiporã vêm logo em seguida. Com Montauri e Floriano Peixoto, são as cinco que aparecem entre as primeiras 100 cidades colocadas no Brasil — destaca Abrahão. 

Menor desempenho

No lado oposto do estudo, Planalto teve a menor nota entre as 128 cidades da região analisadas no levantamento: somou 46,01 pontos na avaliação dos indicadores, que vai até 100. A cidade ocupa a posição 479 no ranking do RS e 4.282 no Brasil.

Carazinho, Seberi e Iraí também estão entre as cidades com pior desempenho regional. Somaram 46,40 pontos, 47,56 pontos e 47,75 pontos, respectivamente.

Com 10,6 mil habitantes, Planalto teve desempenho considerado muito baixo (até 39,99 pontos) em três objetivos: Indústria, Inovação e Infraestrutura, Proteger a Vida Terrestre e Parcerias para Implementação dos Objetivos. 

Em outros cinco pontos — Erradicar a Pobreza, Erradicar a Fome, Igualdade de Gênero, Água Potável e Saneamento e Trabalho Digno e Crescimento Econômico — a nota foi considerada baixa (até 49,99 pontos). 

Em nenhum dos 17 ODS avaliados a cidade teve nota muito alta. De acordo com o presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, a soma desses pontos é feita através do levantamento de dados do IBGE, Data Sus e outras fontes oficiais. 

— Quando a gente verifica esses dados ano a ano, verifica se houve uma melhoria ou se houve um retrocesso. É essa soma, digamos, de valores que vai acabar indicando qual é o índice — esclarece.

Com as maiores populações da Região Norte, Passo Fundo e Erechim, por sua vez, figuram no top 10 dos municípios gaúchos com mais de 100 mil habitantes.

Das 19 grandes cidades do Rio Grande do Sul, Passo Fundo somou 52,78 pontos e ficou em quinto lugar, atrás de Bento Gonçalves, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo e Caxias do Sul. Já Erechim ficou com o nono lugar, ao atingir 51,37 pontos.

O próprio instituto responsável pela pesquisa tem dividido o olhar entre as cidades de pequeno, médio e grande porte. No geral, as maiores cidades brasileiras estão numa colocação média (até 51 pontos). 

— As cidades grandes, efetivamente, são os lugares onde aparecem os maiores desafios, muitas vezes, porque são os lugares de maior desigualdade social. A questão da qualidade da educação e da saúde é onde eles mais aparecem, além da violência — analisa Abrahão.

Para ele, esse é o maior desafio dos grandes municípios. Por isso, os dados vêm para mostrar quais as prioridades de atuação. A ideia principal é que uma cidade se inspire nas boas práticas de outra, que é referência em determinado indicador. 

— Dá para verificar quais são as cidades grandes do sul que estão melhores, quais as grandes piores, quais as médias... Eu acho que isso pode inspirar trocas, inclusive, aprendizados entre as próprias cidades, para ver que políticas estão funcionando, para que possam gerar uma melhoria na vida das pessoas — finaliza o diretor-presidente.

Fonte: GZH, acesse o conteúdo completo aqui c confira os gráficos


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