A cientista gaúcha que estuda “fósseis estelares” (estrelas mortas) e é destaque em Astronomia no Reino Unido ganhou mais uma distinção internacional.
Natural de Osório, no litoral gaúcho, e professora assistente do grupo de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Warwick, Ingrid Pelisoli venceu o prestigiado Prêmio Fowler da Royal Astronomical Society, por descobertas notáveis relacionadas a sistemas estelares binários e fusões estelares.
| Site da Universidade de Warwick/Reprodução |
Com apenas 34 anos, ela é um baita exemplo de dedicação e estudo.
O fascínio da pesquisadora pelos corpos celestes começou quando ela ainda era uma criança. Deslumbrada, viu o avô apontar para o firmamento e mostrar a constelação de Órion, onde ficam as famosas "Três Marias". Quis saber, então, quantas estrelas havia no céu.
O assunto sempre intrigou a menina, mas a curiosidade acabou ficando adormecida. Ela não imaginava que a Astronomia pudesse ser uma carreira possível, até que, por um daqueles mistérios do destino, tudo mudou. Ainda na escola, em Porto Alegre, teve contato com bons professores, que a encorajaram a levar o sonho adiante.
Ela estudou e estudou muito. Concluiu o curso de Física na UFRGS e obteve bolsas de mestrado e doutorado. Tornou-se especialista em estrelas anãs brancas, que também podem ser chamadas de “fósseis estelares”. Traduzindo: Ingrid pesquisa estrelas “mortas” para entender o passado e tentar prever o futuro do universo.
"Sinto-me extremamente honrada por ter recebido o Prêmio Fowler da RAS de 2026. Este é um reconhecimento maravilhoso da importância da pesquisa que meu grupo e eu realizamos", diz ela.
Por anos, juntou dinheiro para participar da principal conferência de sua área, na Universidade de Warwick, no Reino Unido. Foram dias e noites preparando a apresentação. Deu tão certo que a pesquisadora gaúcha seria convidada a passar uma temporada lá. De novo, graças a uma bolsa de fomento pública, ela ficou seis meses em Warwick. E não parou mais.
Depois de dois anos de trabalho na Universidade de Potsdam, na Alemanha, ela retornou a Warwick em 2020 para dar continuidade ao projeto. Desde então, conseguiu duas prestigiadas bolsas internacionais, entre elas a Ernest Rutherford Fellowship. A iniciativa é destinada a financiar jovens líderes mundiais na Física e na Astronomia.
Ingrid ainda não encontrou a resposta exata para a pergunta feita ao avô mais de duas décadas atrás. Mas é a prova de que vale a pena ter a ousadia de sonhar.
Nada, afinal, é impossível.
Sobre o prêmio
O Prêmio Fowler da Royal Astronomical Society, para jovens talentos em Astronomia, foi criado em 2004.
É concedido a cientistas com contribuição notável na área, até 10 anos após a conclusão do doutorado.
Fonte: GZH
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