O que muda no Pix em 2026? Fique por dentro das novas regras e funções

O Pix entra em 2026 com mudanças estruturais que afetam diretamente a rotina de milhões de brasileiros. As principais novidades envolvem mais proteção contra fraudes, com a obrigatoriedade do Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) e a consolidação do Pix Automático como ferramenta padrão para pagamentos recorrentes entre bancos diferentes. 

Resumo do que vai ler aqui:

  • O Pix terá mudanças em 2026, com foco em mais segurança contra fraudes e facilidades para pagamentos recorrentes.
  • O MED 2.0 será obrigatório em fevereiro, permitindo rastrear e bloquear valores mesmo após múltiplas transferências.
  • O botão de contestação já está disponível e facilita o bloqueio imediato de valores em casos de fraude ou golpe.
  • O Pix automático, obrigatório em janeiro, substituirá o débito automático tradicional para contas fixas entre bancos.
  • O Pix parcelado, que permitiria dividir compras, foi adiado e ainda não tem data definida para regulamentação.

Bruno Peres / Agência Brasil/Divulgação


As medidas foram definidas pelo Banco Central com dois objetivos centrais: reduzir o impacto dos golpes, que cresceram junto à popularização do sistema, e simplificar o pagamento de contas fixas, ampliando o alcance do Pix para além das transferências instantâneas.

Ao mesmo tempo, nem todas as inovações anunciadas para o Pix têm calendário fechado. O chamado Pix parcelado, considerado uma das mudanças mais aguardadas do sistema, teve a implementação adiada pelo Banco Central e ainda não conta com data definida para regulamentação.

Mecanismo de devolução

A principal mudança em termos de segurança entra em vigor em 2 de fevereiro de 2026, quando passa a ser obrigatória para todas as instituições financeiras a adoção do Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0).

Na prática, o sistema atual de devolução do Pix – já em uso – será reforçado com uma funcionalidade considerada crucial pelo Banco Central: o rastreamento do caminho do dinheiro, mesmo quando o valor é transferido rapidamente para outras contas.

Como funcionava até agora

Na regra anterior, a devolução de um Pix feito por fraude, golpe ou coerção só era possível se o dinheiro ainda estivesse disponível na conta do fraudador no momento do bloqueio. 

O problema é que, na maioria dos golpes, o valor é transferido quase imediatamente para outras contas, justamente para dificultar a recuperação.

Com isso, mesmo quando a vítima agia rápido, as chances de reaver o dinheiro eram limitadas.

O que muda com o MED 2.0

Com o novo modelo, o sistema passa a operar em camadas de rastreamento. Isso significa que:
  • O dinheiro poderá ser rastreado mesmo após passar por duas, três ou mais contas
  • Todas as contas que fizerem parte da cadeia de transferência poderão ser bloqueadas preventivamente
  • O bloqueio não fica restrito apenas à primeira conta que recebeu o Pix
A ideia é impedir a "lavagem rápida" do dinheiro, estratégia comum entre criminosos para burlar o sistema de devolução.

Pela nova regra, após a contestação de um Pix feito por fraude, golpe ou coerção, o valor deverá ser devolvido em até 11 dias, caso a irregularidade seja confirmada.

Embora o novo mecanismo já esteja disponível de forma opcional, a partir de fevereiro de 2026 todas as instituições financeiras serão obrigadas a adotá-lo, sem exceção.

Botão de contestação

Outra mudança relevante e que complementa o MED 2.0 é o botão de contestação, já disponível nos aplicativos dos bancos e nos extratos de transações Pix.

O recurso permite que o próprio cliente solicite, de forma digital e imediata, o bloqueio de valores em casos de fraude, golpe ou coerção, sem a necessidade de contato prévio com o atendimento do banco.

O funcionamento básico segue este fluxo:
  • O cliente identifica uma transação suspeita no extrato
  • Aciona o botão de contestação
  • O banco bloqueia imediatamente os valores ainda disponíveis na conta de destino
  • A instituição analisa se o caso se enquadra nas regras do MED
  • Confirmada a fraude, os valores são devolvidos ao pagador
O Banco Central reforça que o botão não garante devolução automática, mas aumenta significativamente as chances de recuperação, justamente por reduzir o tempo entre o golpe e o bloqueio dos recursos.

A solicitação de contestação pode ser feita em até 80 dias após a transação, mas quanto mais rápido o acionamento, maiores são as chances de sucesso.

Pix automático

Outra mudança importante entra em vigor em 1º de janeiro de 2026: o Pix automático, por meio da Resolução BCB 505/2025, passa a ser a ferramenta obrigatória para autorizar e cancelar débitos automáticos entre bancos diferentes.

Com isso, o modelo tradicional de débito automático, que depende de convênios específicos entre empresas e instituições financeiras, começa a ser gradualmente substituído.

O que é o Pix automático

O Pix automático é uma modalidade criada para automatizar pagamentos recorrentes, como:
  • Conta de luz
  • Água
  • Mensalidades escolares
  • Academias
  • Planos de saúde
  • Serviços de streaming
O cliente autoriza a cobrança uma única vez, diretamente no aplicativo do banco. A partir disso, os pagamentos passam a ocorrer automaticamente, conforme as regras definidas na autorização.

O sistema foi lançado em junho de 2025 e, em 2026, passa a ter papel central na cobrança automática entre instituições diferentes.

Como funciona na prática

O processo é simples:
  • A empresa envia uma proposta de cobrança ao cliente
  • O cliente analisa e autoriza no aplicativo do banco
  • Define regras como limite de valor, periodicidade e duração da autorização
  • Os pagamentos passam a ser feitos automaticamente
  • O cliente mantém controle total: pode alterar ou cancelar a autorização a qualquer momento.
Diferença entre Pix automático e Pix recorrente

Apesar dos nomes semelhantes, há diferenças importantes:

Pix recorrente: exige que o cliente agende manualmente transferências com valores e datas fixas

Pix Automático: a empresa envia a cobrança, o cliente autoriza uma vez, e os pagamentos ocorrem automaticamente, mesmo com valores variáveis, desde que respeitem os limites definidos
A principal vantagem do Pix Automático é a autonomia com menos esforço, reduzindo o risco de esquecimento e inadimplência.

Pix parcelado: promessa adiada

Previsto inicialmente para setembro de 2025, o Pix parcelado foi adiado pelo Banco Central, que não divulgou novo prazo. 

A ferramenta é considerada estratégica por permitir que até 60 milhões de pessoas sem acesso ao cartão de crédito possam fracionar pagamentos de compras via Pix.

Atualmente, alguns bancos já oferecem versões próprias, mas sem padronização. A ideia do BC é criar regras comuns para todo o sistema, ampliando a transparência e a competição entre instituições.

Como funcionará o Pix parcelado

O comprador solicitará crédito à instituição financeira, que permitirá dividir uma transação em parcelas

O lojista receberá o valor integral no ato da venda, sem precisar pagar taxa de antecipação

O consumidor pagará as parcelas à instituição, com juros definidos pelo banco

A modalidade poderá ser usada em qualquer transação, inclusive transferências

Diferença para o cartão de crédito

No modelo tradicional do cartão parcelado, os lojistas recebem os valores mês a mês ou precisam pagar juros aos bancos para antecipar o dinheiro. 

Já no Pix parcelado, o recebimento é instantâneo e sem custo extra, o que tende a ser mais vantajoso para quem vende.

Para o consumidor, a expectativa é de que as taxas sejam menores às dos juros do rotativo do cartão, que hoje superam 15% ao mês.

Ainda assim, analistas não enxergam a nova modalidade como uma substituição imediata ao cartão. Conforme especialistas consultados pela reportagem, o Pix parcelado deve complementar, e não ameaçar, o mercado de cartões.

Fonte: GZH


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