O avanço mensal do IDI-RS foi sustentado pelo desempenho favorável da maioria dos indicadores. O faturamento real cresceu 0,7%, as horas trabalhadas na produção aumentaram 0,3% e as compras industriais subiram 0,5%, recuperando parte da queda expressiva de 6,8% registrada em outubro. Em sentido contrário, o emprego e a massa salarial real recuaram 0,2% cada, enquanto a UCI (utilização da capacidade instalada) permaneceu estável em 78,1%.
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a atividade industrial gaúcha mantém uma trajetória de desaceleração, com retração de 0,8% no IDI-RS. O resultado negativo reflete a queda generalizada dos principais indicadores de atividade, como o faturamento real (-2,5%), as horas trabalhadas na produção (-1,5%), a UCI (-1,2 ponto percentual) e as compras industriais (-0,4%). Em contrapartida, os indicadores do mercado de trabalho mostraram resiliência no período, com crescimento de 1,2% no emprego e avanço de 2,6% na massa salarial real.
O desempenho do setor até novembro foi marcado por forte heterogeneidade. O índice foi pressionado pelo resultado negativo de oito dos 15 segmentos avaliados. Entre os destaques negativos estão Veículos automotores, com queda de 10,7%, e Couros e calçados, que recuaram 6,3%. A retração acumulada não foi mais intensa graças, principalmente, ao bom desempenho de Máquinas e equipamentos, que avançou 11,4%, além de Tabaco (+12,5%) e Equipamentos de informática e eletrônicos (+7,7%).
Comparação anual
Apesar da alta na margem mensal, a comparação entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024 mostra queda de 5,8% na atividade industrial. Esse foi o quinto recuo consecutivo nessa base de comparação e o mais intenso do ano até o momento.
O faturamento real caiu 10,1%, o pior resultado desde julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19. As compras industriais também registraram forte retração, de 16,4%, ficando atrás apenas do recuo observado no período do desastre climático de maio de 2024.
Também contribuíram negativamente a redução das horas trabalhadas (-2,2%) e a queda de 2,4 pontos percentuais na utilização da capacidade instalada. O único destaque positivo foi a massa salarial real, que apresentou ganho de 2%, enquanto o nível de emprego permaneceu estável.
Fonte: O SUL e FIERGS
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