CARNAVAL 2026: Dicas para as mulheres curtirem a folia com segurança e saúde

As dicas de Carnaval para mulheres são fundamentais durante o período de prévias e da folia oficial. Isso porque o Carnaval, apesar de ser festa, não suspende direitos.

Com mais aglomeração, consumo de álcool e flexibilização de limites sociais, a vulnerabilidade aumenta.

Por isso, informação é proteção. Veja neste post.

Reprodução

Por que falar sobre dicas de Carnaval para mulheres?

De acordo com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o período carnavalesco exige atenção redobrada do Estado e da sociedade.

Segundo a juíza Priscilla Cavalcante, integrante da Coordenadoria da Mulher, há um aumento comprovado de situações de vulnerabilidade durante festas populares.

Isso acontece, principalmente, devido a:

  • Grandes aglomerações
  • Consumo elevado de álcool e drogas
  • Relaxamento de limites sociais
  • Ainda assim, é importante reforçar: não é porque é Carnaval que tudo está permitido.


Importunação sexual no Carnaval: o que é crime

Durante a folia, situações abusivas se repetem.

Entre elas:

  • Beijo forçado
  • Toques inapropriados
  • Apalpadas
  • “Encontrões” intencionais

Essas práticas não são normais. Elas configuram importunação sexual.

O que diz a lei

A importunação sexual é crime, conforme o artigo 215-A do Código Penal.

Ela ocorre quando há ato de cunho sexual sem consentimento, com objetivo de satisfazer a lascívia do agressor.

Ou seja: Sem consentimento, é crime.


Dicas práticas de Carnaval para mulheres se protegerem

Algumas atitudes podem ajudar a reduzir riscos. Veja as principais dicas de Carnaval para mulheres:


Esteja atenta ao seu entorno

  • Evite se afastar sozinha em locais desconhecidos
  • Combine pontos de apoio com amigas
  • Confie na sua intuição
  • Ao menor sinal de abuso, busque ajuda imediatamente

Além disso, sempre que possível:

  • Identifique testemunhas
  • Registre provas (fotos, vídeos, mensagens)
  • Procure a polícia no local
  • Assédio no Carnaval: consentimento é a regra

A diferença entre paquera e assédio é simples: consentimento.

De acordo com Andréa Santa Rosa, integrante da Comissão de Assédio do TJAL, o respeito aos limites é essencial.

Isso significa:

  • A outra pessoa pode dizer não
  • O silêncio não é consentimento
  • Recusar não autoriza agressão

Portanto, qualquer investida só é válida quando ambas as partes querem.


O que fazer em caso de violência ou assédio no Carnaval

Assim, se houver risco imediato, a orientação é clara:

  • Ligue 190 e acione a Polícia Militar
  • Procure uma delegacia ou posto avançado da Polícia Civil
  • Registre o boletim de ocorrência
  • Além disso, existem as estruturas especializada de atendimento à mulher.


Veja se em sua cidade é possível procurar:

  • Abrigo temporário
  • Atendimento psicológico
  • Assistência social
  • Delegacia da Mulher
  • Ministério Público
  • Defensoria Pública
  • Juizados de Violência Doméstica


Dicas de saúde

O carnaval de rua se consolidou como um dos maiores eventos populares do Brasil. Todos os anos, milhões de pessoas ocupam avenidas e praças, acompanhando blocos que se estendem por horas, muitas vezes sob calor intenso e em meio a grandes aglomerações. Para as mulheres, no entanto, a experiência da folia envolve desafios específicos de saúde que vão além da diversão e exigem atenção especial. 

Passar longos períodos em pé, enfrentar altas temperaturas, conviver com poluição urbana, praticar esforço físico intenso e ter poucas oportunidades de descanso pode impactar diretamente o corpo feminino. Especialistas alertam que esses fatores afetam de forma mais intensa mulheres que já convivem com varizes, retenção de líquidos, doenças respiratórias ou que acumulam jornadas duplas de trabalho e cuidados familiares.

Segundo o pneumologista Gabriel Ferreira Lima, ambientes com grande concentração de pessoas favorecem a transmissão de vírus respiratórios e podem agravar quadros alérgicos, muito comuns entre mulheres.

"Em grandes aglomerações, a circulação de vírus respiratórios aumenta de forma significativa. Além disso, a exposição prolongada à poeira, poluição e variações de temperatura pode agravar quadros de rinite, sinusite, asma e bronquite, condições muito prevalentes na população feminina", explica.

O médico recomenda que as foliãs mantenham hidratação constante, evitem permanecer por longos períodos em locais com fumaça ou ventilação precária, respeitem sinais de cansaço e façam pausas sempre que possível. "Quem já tem doenças respiratórias deve redobrar os cuidados, levar sua medicação de uso contínuo e não ignorar sintomas como falta de ar, tosse persistente ou chiado no peito", completa.

Além da saúde respiratória, a circulação sanguínea também merece atenção durante o carnaval de rua. O cirurgião vascular Vinicius Araujo Garcia alerta que ficar muitas horas em pé, exposta ao calor e sem ingestão adequada de líquidos pode causar inchaços nas pernas, sensação de peso e, em casos mais graves, aumentar o risco de trombose venosa.

"O calor provoca dilatação dos vasos sanguíneos e, associado à imobilidade prolongada, pode levar ao acúmulo de líquidos nas pernas, causando edemas. Em pessoas predispostas, como aquelas com varizes, obesidade ou histórico de trombose, o risco é ainda maior", afirma.

Entre as orientações do especialista estão o uso de roupas leves e confortáveis, alternar períodos em pé e sentada sempre que possível, movimentar as pernas ao longo do dia e manter hidratação adequada. "Sinais como inchaço assimétrico, dor localizada, vermelhidão ou sensação de peso excessivo nas pernas não devem ser ignorados", destaca.

Os médicos reforçam que o carnaval de rua pode ser aproveitado com segurança e prazer quando há planejamento e atenção aos limites do corpo. Em eventos com grande concentração de pessoas, o cuidado individual também contribui para reduzir impactos sobre a saúde coletiva.

A recomendação geral é planejar a ida aos blocos, fazer pausas para descanso, priorizar alimentação leve, manter hidratação constante e estar atenta aos sinais do corpo ao longo do dia. Pequenas escolhas podem fazer grande diferença para aproveitar a folia com bem-estar e sem abrir mão da diversão.

Fonte: O Globo e site EUFEMEA 



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