As dicas de Carnaval para mulheres são fundamentais durante o período de prévias e da folia oficial. Isso porque o Carnaval, apesar de ser festa, não suspende direitos.
Com mais aglomeração, consumo de álcool e flexibilização de limites sociais, a vulnerabilidade aumenta.
Por isso, informação é proteção. Veja neste post.
| Reprodução |
Por que falar sobre dicas de Carnaval para mulheres?
De acordo com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o período carnavalesco exige atenção redobrada do Estado e da sociedade.
Segundo a juíza Priscilla Cavalcante, integrante da Coordenadoria da Mulher, há um aumento comprovado de situações de vulnerabilidade durante festas populares.
Isso acontece, principalmente, devido a:
- Grandes aglomerações
- Consumo elevado de álcool e drogas
- Relaxamento de limites sociais
- Ainda assim, é importante reforçar: não é porque é Carnaval que tudo está permitido.
Importunação sexual no Carnaval: o que é crime
Durante a folia, situações abusivas se repetem.
Entre elas:
- Beijo forçado
- Toques inapropriados
- Apalpadas
- “Encontrões” intencionais
Essas práticas não são normais. Elas configuram importunação sexual.
O que diz a lei
A importunação sexual é crime, conforme o artigo 215-A do Código Penal.
Ela ocorre quando há ato de cunho sexual sem consentimento, com objetivo de satisfazer a lascívia do agressor.
Ou seja: Sem consentimento, é crime.
Dicas práticas de Carnaval para mulheres se protegerem
Algumas atitudes podem ajudar a reduzir riscos. Veja as principais dicas de Carnaval para mulheres:
Esteja atenta ao seu entorno
- Evite se afastar sozinha em locais desconhecidos
- Combine pontos de apoio com amigas
- Confie na sua intuição
- Ao menor sinal de abuso, busque ajuda imediatamente
Além disso, sempre que possível:
- Identifique testemunhas
- Registre provas (fotos, vídeos, mensagens)
- Procure a polícia no local
- Assédio no Carnaval: consentimento é a regra
A diferença entre paquera e assédio é simples: consentimento.
De acordo com Andréa Santa Rosa, integrante da Comissão de Assédio do TJAL, o respeito aos limites é essencial.
Isso significa:
- A outra pessoa pode dizer não
- O silêncio não é consentimento
- Recusar não autoriza agressão
Portanto, qualquer investida só é válida quando ambas as partes querem.
O que fazer em caso de violência ou assédio no Carnaval
Assim, se houver risco imediato, a orientação é clara:
- Ligue 190 e acione a Polícia Militar
- Procure uma delegacia ou posto avançado da Polícia Civil
- Registre o boletim de ocorrência
- Além disso, existem as estruturas especializada de atendimento à mulher.
Veja se em sua cidade é possível procurar:
- Abrigo temporário
- Atendimento psicológico
- Assistência social
- Delegacia da Mulher
- Ministério Público
- Defensoria Pública
- Juizados de Violência Doméstica
Dicas de saúde
O carnaval de rua se consolidou como um dos maiores eventos populares do Brasil. Todos os anos, milhões de pessoas ocupam avenidas e praças, acompanhando blocos que se estendem por horas, muitas vezes sob calor intenso e em meio a grandes aglomerações. Para as mulheres, no entanto, a experiência da folia envolve desafios específicos de saúde que vão além da diversão e exigem atenção especial.
Passar longos períodos em pé, enfrentar altas temperaturas, conviver com poluição urbana, praticar esforço físico intenso e ter poucas oportunidades de descanso pode impactar diretamente o corpo feminino. Especialistas alertam que esses fatores afetam de forma mais intensa mulheres que já convivem com varizes, retenção de líquidos, doenças respiratórias ou que acumulam jornadas duplas de trabalho e cuidados familiares.
Segundo o pneumologista Gabriel Ferreira Lima, ambientes com grande concentração de pessoas favorecem a transmissão de vírus respiratórios e podem agravar quadros alérgicos, muito comuns entre mulheres.
"Em grandes aglomerações, a circulação de vírus respiratórios aumenta de forma significativa. Além disso, a exposição prolongada à poeira, poluição e variações de temperatura pode agravar quadros de rinite, sinusite, asma e bronquite, condições muito prevalentes na população feminina", explica.
O médico recomenda que as foliãs mantenham hidratação constante, evitem permanecer por longos períodos em locais com fumaça ou ventilação precária, respeitem sinais de cansaço e façam pausas sempre que possível. "Quem já tem doenças respiratórias deve redobrar os cuidados, levar sua medicação de uso contínuo e não ignorar sintomas como falta de ar, tosse persistente ou chiado no peito", completa.
Além da saúde respiratória, a circulação sanguínea também merece atenção durante o carnaval de rua. O cirurgião vascular Vinicius Araujo Garcia alerta que ficar muitas horas em pé, exposta ao calor e sem ingestão adequada de líquidos pode causar inchaços nas pernas, sensação de peso e, em casos mais graves, aumentar o risco de trombose venosa.
"O calor provoca dilatação dos vasos sanguíneos e, associado à imobilidade prolongada, pode levar ao acúmulo de líquidos nas pernas, causando edemas. Em pessoas predispostas, como aquelas com varizes, obesidade ou histórico de trombose, o risco é ainda maior", afirma.
Entre as orientações do especialista estão o uso de roupas leves e confortáveis, alternar períodos em pé e sentada sempre que possível, movimentar as pernas ao longo do dia e manter hidratação adequada. "Sinais como inchaço assimétrico, dor localizada, vermelhidão ou sensação de peso excessivo nas pernas não devem ser ignorados", destaca.
Os médicos reforçam que o carnaval de rua pode ser aproveitado com segurança e prazer quando há planejamento e atenção aos limites do corpo. Em eventos com grande concentração de pessoas, o cuidado individual também contribui para reduzir impactos sobre a saúde coletiva.
A recomendação geral é planejar a ida aos blocos, fazer pausas para descanso, priorizar alimentação leve, manter hidratação constante e estar atenta aos sinais do corpo ao longo do dia. Pequenas escolhas podem fazer grande diferença para aproveitar a folia com bem-estar e sem abrir mão da diversão.
Fonte: O Globo e site EUFEMEA
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