CIÊNCIA: Medicamento inédito devolve movimento a pacientes com lesão na medula

A ciência tem histórias que parecem improváveis demais para soarem verossímeis e tão complexas que por vezes são celebradas como milagre. No Brasil, uma descoberta ganhou relevo no ano passado e vem conquistando novos capítulos em 2026. A aventura começa em um lugar pouco esperado: a placenta. É nesse órgão temporário que acompanha a gravidez — e essencial para o desenvolvimento da vida — que pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) encontraram uma pista inesperada para um desafio antigo: recuperar movimentos de indivíduos que se tornaram paraplégicos ou tetraplégicos após lesão na medula espinhal.

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Reprodução


A chama da esperança se acendeu com a descoberta de uma molécula chamada laminina. É a partir dela que surgiu um remédio experimental que poderá revolucionar o tratamento das lesões de medula espinhal. Até hoje, a maioria das experiências globais trabalha com terapias de células-tronco, um método caro e que, na maioria das vezes, não tem bons resultados. O feito brasileiro dá outro passo e vem sendo acompanhado com interesse pela comunidade científica internacional.

Para transformar a ideia em realidade, a UFRJ se uniu ao laboratório nacional Cristália para desenvolver o medicamento, que foi batizado de polilaminina. Desde 2018, ele vem sendo testado em seis pacientes com lesões medulares nível A, quando há perda total da função motora. Cinco evoluíram para o nível C, com recuperação parcial de força e mobilidade. Mas um caso se tornou emblemático: o do bancário Bruno Freitas, que tinha 23 anos quando sofreu um acidente de trânsito, fraturou a coluna e ficou tetraplégico. Braços e pernas voltaram a responder gradualmente ao longo de um ano, após receber o fármaco nas primeiras 24 horas após o trauma. “No primeiro mês, eu consegui mexer o dedão do pé. Na hora, aquilo não parecia grande coisa, mas depois foi escalonando”, disse Freitas a VEJA. A reabilitação seguiu ao longo dos anos, e hoje ele caminha normalmente e movimenta os braços sem limitações.

A responsável pela linha de pesquisa promissora, a bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, se debruça sobre a laminina há 25 anos. Não por estratégia, mas por curiosidade científica. “É uma molécula com funções primitivas, presente até em esponjas marinhas”, afirma. Sampaio descobriu, assim, que a substância se organiza como uma espécie de teia tridimensional pegajosa e é essencial para a sobrevivência das células e a migração de neurônios. Mas o que mais despertou a atenção da cientista foi sua capacidade de regeneração: “Com ela, conseguimos efeito duplo: proteger os neurônios que estão ali e estimular o surgimento de novas unidades”.

Fonte: Veja 



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