Um estudo pioneiro no Brasil explora a relação entre o uso de Fertilo e o aumento de taxas de sucesso dos tratamentos de fertilidade de Maturação in Vitro (IVM). Publicada no Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida (JBRA Assisted Reproduction), a investigação é liderada no País pelo Grupo Nilo Frantz do Rio Grande do Sul, com colaboração da startup estadunidense de biotecnologia Gameto.
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A melhora das taxas de sucesso da Maturação in Vitro busca conceder maior humanização para os tratamentos deste tipo, que consistem na maturação de óvulos ainda imaturos diretamente em laboratório - o que reduz significativamente a necessidade de estimulação hormonal intensa. Entre os principais potenciais benefícios da IVM estão menos injeções, redução de efeitos colaterais e uma experiência mais confortável para as pacientes durante o tratamento de reprodução.
A tecnologia avançada de IVM analisada pelo estudo consiste no uso de Fertilo, uma técnica baseada em células de suporte ovariano derivadas de células-tronco. Introduzida no país especialmente para o estudo, a técnica busca replicar de forma mais fisiológica o ambiente do folículo ovariano em laboratório, levando à otimização da comunicação celular do óvulo durante o processo de sua maturação. Os principais diferenciais da IVM aprimorada incluem menor número de visitas à clínica, menos intervenções medicamentosas e maior conforto físico e emocional para a paciente.
Estudos iniciais indicam resultados promissores
Estudos iniciais com o Fertilo sugerem potencial para melhora nas taxas de maturação, desenvolvimento embrionário e de gestação. Além disso, a pesquisa estima uma redução de até 80% no uso de hormônios injetáveis, e ciclos de tratamento mais curtos.
A abordagem representa um avanço significativo ao colocar a experiência da paciente no centro do tratamento. Os resultados mostram uma diferença de aproximadamente 10% a 15% em comparação com a técnica da Fertilização in Vitro (FIV) tradicional, que realiza a maturação dos óvulos no organismo da mulher.
O diretor científico do Grupo Nilo Frantz Marcos Iuri Roos Kulmann afirma que a tecnologia pode transformar a maneira como os tratamentos de fertilidade são conduzidos. “Este estudo reforça nosso compromisso com a inovação científica e com o desenvolvimento de soluções mais acessíveis e patient-friendly para as famílias”, aponta o médico, que está à frente da pesquisa junto ao obstetra e ginecologista Nilo Frantz.
O projeto já conta com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e será conduzido com pacientes da clínica Nilo Frantz. O estudo também terá a colaboração da Universidade de São Paulo (USP), responsável por análises moleculares aprofundadas sobre a comunicação celular do óvulo durante a maturação in vitro.
Fonte: Correio do Povo
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