Especialistas em educação afirmam que a adaptação pode ser positiva quando há planejamento e atenção ao bem-estar emocional. Respeitar o ritmo individual é considerado ponto central para uma transição saudável, especialmente nos primeiros dias.
Antecipar a rotina ajuda na adaptação
Se não conseguiu reajustar gradualmente os horários de sono, refeições e atividades alguns dias antes do início das aulas nem antecipou o despertar, procure reduzir o uso de telas ao menos uma hora antes de dormir para favorecer o descanso. Isso faz com que melhora a produção de melatonina.
Para Audrey Taguti, diretora pedagógica, conversar sobre as atividades previstas para o ano com as crianças contribui para criar familiaridade. “Quando a criança entende o que a espera, o impacto da mudança é menor”, afirma.
Participação nos preparativos fortalece o vínculo
Envolver a criança na organização da mochila ou na escolha de materiais escolares pode aumentar o sentimento de pertencimento. Segundo Fatima Lopes, diretora geral, essa participação amplia a motivação. “Isso transforma a ida à escola em algo pelo qual ela se sente responsável”, avalia.
Conversar abertamente sobre sentimentos é outra estratégia apontada pelas educadoras. Ouvir sem julgamento, validando medos ou inseguranças, ajuda a criança a enfrentar os desafios do retorno. Para alunos que já estudavam na instituição, reencontrar colegas antes do primeiro dia também pode tornar o processo mais tranquilo, reforçando vínculos e a sensação de pertencimento.
A adaptação não envolve apenas os estudantes. A ansiedade dos responsáveis pode influenciar o comportamento das crianças. Ana Claudia Favano, gestora escolar, destaca a importância de manter a calma e confiar na escolha feita. “Os pequenos percebem a insegurança dos adultos. Quando os pais demonstram tranquilidade, transmitem confiança”, afirma.
A readaptação exige paciência
Oscilações de humor, cansaço e resistência nos primeiros dias são considerados esperados. Para Luísa Cassaniga, coordenadora pedagógica, o processo demanda tempo e constância. “A readaptação é como ajustar um instrumento musical: exige escuta e regulagens finas”, compara.
Ela orienta que os responsáveis acompanhem de perto a primeira semana, observando mudanças de comportamento e mantendo diálogo aberto com a escola. Segundo as especialistas, a comunicação entre família e instituição é um dos pilares para que a retomada da rotina escolar ocorra de forma equilibrada.
Fonte: Correio do Povo
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