Volume de vendas do comércio gaúcho sobe 2,5% em 2025

O varejo gaúcho fechou 2025 com avanço no volume de vendas acima da taxa média do Brasil frente a 2024, apontou a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. A variação acumulada ficou em 2,5% ante 1,6% da atividade nacional. No recorte ampliado, com veículos, materiais de construção e atacarejos, o desempenho foi de apenas 1,2%, melhor também que o cenário geral, que foi de estáveis 0,1%. Em dezembro, com Natal e pós-Black Friday, as lojas tiveram queda de 1,4%, que chegou a 3% considerando o ampliado frente a novembro, o que surpreendeu o setor.


Signor Construção/Divulgação

"Esse fechamento do ano (dezembro) com queda parece estranho inicialmente, pois temos Natal e Black Friday (ainda resquício)", observa Rodrigo Assis, economista-chefe do SindilojasPOA. Assis, porém atenta que o valor negativo segue a correção da sazonalidade, para comparar com outros meses. "É a diferença entre o valor nominal e real e segue o que os dados de inadimplência já vinham mostrando", conecta o economista. "Temos um consumidor com mais dívidas e cada vez mais caras, mesmo com a previsão feita pelo Banco Central de corte da Selic", analisa Assis. "As pessoas estão com menos fôlego para comprar", resume.

Já o varejo gaúcho ter ido melhor que o nacional tem relação com um setor mais resiliente, aponta Assis. Os dados da PMC, tanto para o ano como no último mês de 2025, reforçam essa conjuntura de aperto. Setores que dependem mais de crédito sofreram mais. Frente a dezembro anterior, houve alta de 1,8%  e quase de 1% no varejo ampliado no Estado. Confira os números por setores gaúchos de 2025/2024. 

Por setor, farmácias, com alta de 7,1%, foi o que mais se destacou, mesmo que equipamentos e materiais de escritório tenham alcançado 10,1% de alta. O setor de medicamentos vem mantendo elevações ininterruptas. Os supermercados tiveram aumento de 2,6%, setor que sentiu muito do impacto da inflação na renda, Já livros e papelaria (-6%), postos de combustíveis (-2,5%), móveis e eletrodomésticos (-2,5%) e vestuário (-2,1%) foram os segmentos que ficaram no negativo no varejo geral. No ampliado, materiais de construção despencaram 14%, e veículos 12,8%. Somente atacarejos, do ramo de autosserviço, teve elevação, de 3,3%. 

O Indicador de Inadimplência da CDL Porto Alegre, que se baseia em dados da Equifax/Boa Vista, reforça a conjuntura descrita pelo economista do sindicato. Em janeiro deste ano, os atrasos entre as pessoas físicas voltaram a ter crescimento no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre. A taxa bateu em 36,07% entre adultos gaúchos e em 37,09% na Capital. Com isso, mais de 3 milhões de pessoas residentes estão com CPFs negativados no Estado e quase 400 mil em Porto Alegre. Entre pessoas jurídicas, o indicador do RS subiu para 17,41% e, na Capital, teve recuo para 17,85%. A estimativa da CDL-POA é de 278,5 mil CNPJs negativados no Estado e de 46,3 mil entre empresas porto-alegrenses.

Desempenho de 2025 frente a 2024 no RS

  • Varejo geral: 2,5%
  • Varejo ampliado: 1,2%
  • Por setor
  • Postos de combustíveis: -2,5%
  • Supermercados: 2,6%
  • Vestuário: -2,1%
  • Móveis e eletrodomésticos: -2,5%
  • Farmácias: 7,1%
  • Livros e papelaria: -6%
  • Equipamentos e materiais escritórios: 10,1%
  • Veículos: -12,8%
  • Materiais de construção: -14%
  • Atacarejos: 3,3%

(Fonte PMC/IBGE)

Fonte: Patrícia Comunello, Minuto Varejo/Jornal do Comércio


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