A estratégia de vacinação contra a gripe influenza de 2026 começa no sábado (28/3) em todo o país. No Rio Grande do Sul, a data marca o Dia D da campanha, quando os municípios são incentivados pela Secretaria da Saúde (SES) a abrir postos de maneira extraordinária para ampliar o acesso da população.
| Cristine Rochol/PMPA |
A ação busca imunizar o maior número de pessoas dos grupos prioritários e, com isso, reduzir complicações, internações e mortes provocadas pela doença. Cada município divulgará sua programação para o Dia D e para o restante da campanha. A recomendação da SES é que as pessoas se vacinem o quanto antes, garantindo proteção antes do período de maior circulação do vírus, no inverno.
Os diversos tipos de vírus influenza podem causar desde infecções assintomáticas até quadros graves que exigem hospitalização, especialmente em crianças pequenas e idosos. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e fadiga.
Em 2025, o Estado registrou mais de 3,4 mil hospitalizações por gripe – aumento de 48% em relação ao ano anterior – e 598 óbitos – número 106% maior do que em 2024. A maioria dos casos graves ocorreu em pessoas não vacinadas: 79% dos hospitalizados e 76% das mortes eram de indivíduos que não haviam recebido a imunização.
Os idosos representaram, no último ano, 55% das hospitalizações e 77% dos óbitos. O segundo grupo com maior número de internações foram as crianças abaixo de cinco anos, que representaram cerca de 18% dos casos.
As notificações de influenza em 2026 ainda são baixas, reflexo do período de menor circulação do vírus nos primeiros meses do ano. Até o momento, foram registradas 75 hospitalizações e cinco óbitos pela doença no Estado.
Mais de 5,2 milhões no público-alvo
No Rio Grande do Sul, 5.215.556 pessoas integram os grupos para os quais a vacina é recomendada.
Veja a lista completa e as estimativas populacionais:
- Crianças a partir de 6 meses e menores de 6 anos: 662.692
- Gestantes: 84.055
- Puérperas: 13.812
- Idosos com 60 anos ou mais: 2.380.658
- Povos indígenas: 40.704
- Quilombolas: 17.552
- Pessoas em situação de rua: 4.128
- Trabalhadores da saúde: 453.064
- Professores dos ensinos Básico e Superior: 153.385
- Profissionais das forças de segurança e salvamento: 28.178
- Profissionais das Forças Armadas: 38.899
- Pessoas com deficiência permanente: 464.668
- Caminhoneiros: 128.564
- Trabalhadores do transporte coletivo: 29.034
- Trabalhadores portuários: 4.051
- Trabalhadores dos Correios: 5.347
- População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional: 41.693
- Pessoas com doenças crônicas: 665.072
Vacina trivalente atualizada
As primeiras 360 mil doses da vacina influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan, chegaram ao Estado na segunda (23) pela manhã. A distribuição aos municípios ocorreu durante a semana e novas remessas estão programadas para o decorrer da campanha.
Assim como ocorre anualmente, o imunizante foi atualizado conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica as cepas que mais circularam no ano anterior. Neste ano, houve mudança nos dois subtipos A do vírus influenza (H1N1 e H3N2) em relação à formulação anterior. Para 2026, a composição da vacina para o hemisfério Sul inclui:
- A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09
- A/Singapura/GP20238/2024 (H3N2)
- B/Áustria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria)
Vacina disponível o ano todo
Desde o início de 2025, a vacina contra a gripe passou a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. Com isso, esses grupos podem receber o imunizante nos postos de saúde durante todo o ano, sem depender exclusivamente da campanha sazonal.
Embora disponível continuamente, a SES reforça que a vacinação deve ser feita assim que as doses forem disponibilizadas na campanha, pois o organismo leva de duas a quatro semanas para alcançar o pico de proteção. A imunidade conferida pela vacina costuma ser alta nos primeiros meses e permanece por cerca de seis a 12 meses, motivo pelo qual a vacinação deve ser anual.
Vacinar-se mais cedo garante que o sistema imunológico esteja preparado antes do período de maior circulação do vírus, que ocorre no inverno. Quem deixa para se imunizar apenas quando o frio começa pode estar exposto ao vírus justamente no intervalo em que a proteção ainda está em formação.
Vacinar é a melhor opção
A vacina contra a gripe é a forma mais eficaz de evitar casos graves, hospitalizações e mortes. Apesar disso, a cobertura vacinal dos grupos prioritários no ano passado ficou abaixo do preconizado:
- Crianças: 49%
- Gestantes: 57%
- Idosos: 58%
- Total geral: 56%
A meta para 2026 é vacinar pelo menos 90% de crianças, gestantes e idosos.
Em Porto Alegre, será na segunda (30)
A vacinação contra a gripe (Influenza A e B) começa em todas as unidades de saúde de Porto Alegre na segunda-feira, 30. O imunizante estará disponível para o público-alvo indicado pelo Ministério da Saúde, no horário de atendimento de cada serviço. No sábado, 28, haverá um ato simbólico para marcar o início da campanha, que segue até dia 30 de maio.
O público-alvo para Influenza é constituído por pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas e quilombolas, trabalhadores da saúde, educação, pessoas com comorbidades, com deficiência, pessoas em situação de rua, forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e Correios. A meta é vacinar 90% das crianças, idosos e gestantes. A vacina aplicada pelo SUS é trivalente, protegendo contra Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B.
Abertura
Neste sábado, 28, a Secretaria Municipal de Saúde fará ação simbólica de lançamento da campanha de vacinação para os públicos prioritários no Loteamento Santa Terezinha (rua Voluntários da Pátria, 1940, bairro Floresta), das 9h às 17h. Também haverá atendimento em unidades móveis voltado às mulheres, com solicitação de mamografia, consultas odontológicas, citopatológico para identificar câncer de colo uterino e demais serviços oferecidos na rotina da unidade móvel.
Documentação:
- Autodeclaração para gestantes, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
- Crianças devem apresentar a caderneta de vacinação.
- Outros grupos precisam apresentar documento que comprove a condição (ex.: crachá, receita, carteira de trabalho).
Fonte: SES/Governo RS e PMPA
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