Após anos de discussão, foi assinada nesta semana a criação de um novo parque nacional no Rio Grande do Sul. Ele terá 1.004.480 de hectares, que passarão a ter restrição de uso. O Parque Nacional do Albardão está localizado no extremo sul, em Santa Vitória do Palmar. A Área de Proteção Ambiental (APA) tem 55 mil hectares na faixa de areia e zona de amortecimento de 558 mil hectares no mar.
| Lucas Amorelli / Sea Shepherd Brasil |
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ainda aguarda o posicionamento do presidente Lula para anunciar a novidade.
"Foram concluídas todas as etapas e tratativas para criação do Parque Nacional do Albardão por parte do ICMBio. Neste momento estamos aguardando a conclusão do processo por parte da Presidência da República", diz o instituto por meio de nota.
A reserva é considerada uma oportunidade inédita para integrar o extremo sul do Brasil aos roteiros internacionais de ecoturismo e turismo de aventura, assegurando proteção marinha e sustentabilidade da pesca no âmbito regional.
A área também era analisada no aspecto econômico. Instalação de parques eólicos e extração de petróleo na bacia de Pelotas eram avaliadas na região.
O local é lar de tartarugas e dezenas de espécies de mamíferos e aves marinhos. O nome Albardão faz referência ao farol presente na área desde 1909.
Segundo o ICMBio, a área é considerado de extrema importância ambiental desde 2004. No ano seguinte, a área foi destacada como fundamental para a conservação dos tubarões e raias do Brasil.
Em 2008, o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera apontou a necessidade de proteger a área por meio de uma unidade de conservação. Uma consulta pública foi realizada em 2024 com intuito de ouvir a população a respeito da criação do parque.
Fonte: GZHMaior parte do parque fica em alto-mar - ICMBio / Reprodução
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