A canola, que vem conquistando espaço como alternativa na safra de inverno no sul do Brasil, começa a ganhar também outro status: o de matéria-prima na corrida pela descarbonização. Um estudo conduzido por uma equipe multidisciplinar da Embrapa e da Universidade de Brasília (UnB), publicado neste ano na revista científica Biomass and Bioenergy, apontou que o óleo da cultura pode reduzir em até 55% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao querosene fóssil — a depender do nível de adoção.
| Embrapa/Divulgação |
Hoje, a canola ainda não integra a rota HEFA no RenovaCalc, ferramenta do RenovaBio usado para estimar a pegada de carbono de combustíveis de aviação sustentáveis e viabilizar a emissão de crédito de descarbonização. Esse pode ser um primeiro passo, defende a analista da Embrapa Meio Ambiente, Priscila Sabaini, que participou do estudo:
— Há um aumento na demanda por óleo de soja, por exemplo. Antigamente era considerado um subproduto. Hoje, é visto como mais uma alternativa sustentável. O mesmo pode acontecer com a canola.
Iniciado em 2019, o estudo reúne pesquisadores da Embrapa Agroenergia, do Distrito Federal; da Embrapa Meio Ambiente, de São Paulo; e da UnB. O trabalho fez um balanço da pegada de carbono de todo o setor, do plantio ao uso final do combustível na aviação. Para isso, produtores responderam questionários e, posteriormente, os pesquisadores compararam à pegada do querosene convencional. No entanto, vale lembrar, o cálculo foi feito considerando que não houvesse mistura do SAF ao querosene, que hoje é de 50%.
Adaptada ao clima temperado, a canola hoje encontra na região Sul o ambiente mais favorável para o seu desenvolvimento. Ainda assim, pesquisas já avançam na chamada tropicalização da cultura, com testes no Centro-Oeste e no Sudeste.
Fonte: GZH
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