PÁSCOA: Pediatra orienta sobre o consumo de chocolate por crianças

Com a chegada da Páscoa, a oferta de ovos de chocolate e doces torna-se um desafio para pais e responsáveis. Embora a data carregue um forte simbolismo afetivo, pediatras do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) reforçam a necessidade de moderação. O consumo desenfreado de itens ultraprocessados pode atuar como gatilho para problemas de saúde que acompanham a criança até a vida adulta.

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Entenda

Restrição por idade: crianças menores de dois anos não devem consumir açúcares adicionados, apenas os presentes naturalmente em frutas.

Riscos do excesso: a ingestão frequente de gorduras saturadas e açúcares predispõe a doenças como obesidade e resistência à insulina.

Papel dos responsáveis: cabe aos adultos atuar como reguladores, já que a criança prioriza o paladar e não possui consciência nutricional.

Valorização da data: o foco deve estar na memória afetiva e nas atividades em família, tratando o chocolate como um complemento, não a base.

O problema não está no chocolate em si, mas em seu consumo excessivo

O pediatra do Iamspe, Nicholas Meira, esclarece que o chocolate, isoladamente, não é o vilão, mas sim o padrão de consumo excessivo que costuma cercar o feriado.

“Cada vez mais se conhecem os malefícios dos alimentos ultraprocessados e hipercalóricos. Quando ingeridos de forma frequente e em quantidades excessivas, predispõem as crianças a níveis altos de gordura no sangue (dislipidemia)”, alerta o médico.

A preocupação médica reside no impacto metabólico de longo prazo. No entanto, o especialista pondera que a alimentação também apresenta uma dimensão social e cultural que não deve ser ignorada. Para Meira, a Páscoa é um período de fantasia que constrói a memória afetiva dos pequenos. Por isso, a proibição total pode ser substituída pela parcimônia.

O chocolate escuro ou chocolate amargo contém compostos que estimulam o cérebro, incluindo flavonóides, cafeína e antioxidantes

Gradualismo e controle

A introdução de doces na rotina infantil deve ser um processo cuidadoso. Após o marco dos dois anos de idade, o açúcar pode ser apresentado de forma gradual e sempre sob vigilância.

O objetivo é evitar que o paladar da criança se torne dependente de estímulos hipercalóricos, o que pode comprometer a aceitação de alimentos nutritivos, como frutas e vegetais.

Para garantir que o período seja celebrado sem prejuízos, o pediatra recomenda que os responsáveis estabeleçam limites claros, evitando que grandes quantidades de chocolate sejam ingeridas de uma só vez.

Incentivar refeições equilibradas antes da sobremesa e criar atividades que não envolvam apenas a comida são estratégias eficazes para desviar o foco do consumo compulsivo e preservar a saúde das futuras gerações.

Fonte: Metrópoles


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