#TBT: Afrescos são encontrados na Itália depois de centenas de anos. Lembra dessa?

Essas histórias de descobertas artísticas são de alguns anos atrás, e nós recordamos aqui na seção #TBT (Throw Back Thursday). Uma delas viralizou esta semana, novamente. 

Veja aqui neste post.



Em Nápoles 

Está fazendo sucesso e viralizando o vídeo de um afresco encontrado durante a restauração da Igreja de San Giorgio Maggiore, em Nápoles. A descoberta impressionante revela uma pintura de São Jorge matando o dragão, de auroria de Aniello Falcone por volta de 1645.

"A obra ficou escondida atrás de outra pintura por mais de 380 anos e foi descoberta em 2022. Seus cores continuam incrivelmente vivas, como se tivessem sido pintadas ontem. Um tesouro artístico e histórico que estava literalmente coberto pelo tempo. Hoje a igreja permite ver os dois quadros com um sistema móvel. História, arte e mistério em um só lugar!" - diz a legenda junto ao vídeo viralizado.

Clique aqui para conferir o vídeo impactante e produzido pelo Brado Jornal.


Em Pompeia, uma descoberta em 2022

Uma taça de vinho e (aparentemente) uma pizza. Estes elementos-chave da cultura e da gastronomia italiana são os protagonistas de uma descoberta recente feita por arqueólogos em Pompeia, no sul da Itália. O parque da antiga cidade anunciou, nesta terça-feira, 27, que encontrou um afresco de mais de 2 mil anos que representa uma taça de vinho e “o que parece ser uma pizza”.

O afresco, uma técnica de pintura em paredes ou tetos, possui um fundo preto, “que impressiona pela notável qualidade”, foi descoberto durante escavações nas paredes de uma antiga casa da famosa cidade romana destruída e soterrada pelas cinzas da erupção do Vesúvio, no ano 79.

“O que se vê nesta pintura pompeiana de 2 mil anos atrás se assemelha a uma pizza, mas obviamente não é, pois faltam alguns dos ingredientes mais característicos, como tomate e mussarela”, afirmou em comunicado a administração do parque, que é patrimônio mundial da Unesco.

Os tomates só foram introduzidos na Europa vindos das Américas há alguns séculos, e algumas histórias dizem que a descoberta da mussarela levou diretamente à invenção da pizza na vizinha Nápoles em 1700. Uma das hipóteses é que o alimento possa ser uma focaccia, outro preparo típico da Itália.

Estadão/Reprodução


Em formato redondo, a “pizza” é acompanhada por frutas (uma romã e o que parecem tâmaras) e especiarias, representadas por pontinhos amarelados e ocres, e está colocada em uma elegante bandeja de prata, além da taça de vinho tinto.

“Impossível não pensar na pizza, que nasceu como um prato ‘pobre’ no sul da Itália, que agora conquistou o mundo e é servida até em restaurantes premiados com estrelas” da gastronomia, comentou o diretor das instalações de Pompeia, o alemão Gabriel Zuchtriegel.

Este tipo de representação - conhecido na antiguidade sob o nome grego de “xenia” - inspira-se nos “presentes de hospitalidade” oferecidos aos hóspedes, segundo uma tradição grega que remonta a um período do século III a I antes de Jesus Cristo, disseram os arqueólogos.

A arte estava no átrio de um sobrado de uma padaria, numa zona já explorada entre 1888 e 1891 e onde as buscas foram retomadas em janeiro deste ano. “Pompeia não cansa de nos surpreender, é um lugar que sempre revela novos tesouros”, disse o ministro da Cultura, Gennaro Sangiuliano.

Outra pintura devastada pelo Vesúvio

Quando o Monte Vesúvio entrou em erupção em 79 d.C., uma chuva de cinzas e detritos vulcânicos cobriu a cidade de Pompeia, preservando-a por séculos. No entanto, o impacto desse desastre se estendeu muito além de Pompeia, espalhando fumaça, gases e pedras-pomes pela região da Campânia, na Itália.

Atualmente, os arqueólogos continuam a avançar nas escavações dos subúrbios de Pompeia. Recentemente, suas atenções foram direcionadas para uma vila residencial de luxo localizada próxima à moderna cidade de Torre Annunziata, ao sul de Nápoles, conforme divulgado pelo Parque Arqueológico de Pompeia.

A estrutura em questão é conhecida como Villa de Popeia, possivelmente o lar de Popeia Sabina, a segunda esposa do imperador romano Nero. Construída no meio do século 1 a.C., a vila era adornada com decorações luxuosas, banhos térmicos privados e jardins exuberantes. O complexo, que oferecia vistas panorâmicas da Baía de Nápoles, foi ampliado por volta do meio do século 1 d.C. para incluir uma piscina, jardins de inverno e apartamentos para hóspedes. Localizada em Oplontis, um retiro à beira-mar para a elite romana, acredita-se que a vila estivesse desabitada no momento da erupção.

Recentemente, em um amplo e elegante salão conhecido como oecus, os arqueólogos descobriram afrescos “suntuosos” que retratam uma pavão fêmea e uma máscara teatral. A pavoa é um espelho da imagem de um pavão encontrado em outra parte da mesma parede, enquanto a máscara representa um personagem da Comédia Atelã, um tipo de comédia improvisada popular na Roma antiga. Ela representa Pappus, um “velho gagá que tenta representar o papel de um jovem, mas sempre acaba sendo ridicularizado e zombado”, segundo informações do comunicado. A máscara de Pappus contrasta com outras encontradas no local, que parecem ter origem nas tragédias romanas.

Divulgação/Parque Arqueológico de Pompeia

Embora os arqueólogos já tenham investigado o oecus anteriormente, a configuração exata do espaço e dos arredores nunca foi totalmente compreendida. As pesquisas atuais podem “esclarecer a situação e também revelar uma nova decoração com detalhes e cores extraordinários, da qual já tivemos um vislumbre tentador”, afirmou Gabriel Zuchtriegel, diretor do parque arqueológico, no comunicado.

Mais revelações

As escavações também revelaram quatro novos cômodos, incluindo um que pode ter sido parte de um complexo de banhos, elevando o total conhecido de cômodos para 103. Além disso, foram encontradas evidências de um riacho sazonal que provavelmente se formou após a erupção do Vesúvio em 1631.

Utilizando moldes em gesso, os pesquisadores identificaram os locais das árvores que outrora ornamentavam o jardim da vila. Essas árvores faziam parte de um “projeto ornamental preciso” que replicava as colunas que sustentavam o pórtico sul. Disposições semelhantes também foram encontradas nas residências dos cidadãos abastados em Pompeia.

Os resultados iniciais oferecem novas perspectivas promissoras para ampliar o conhecimento sobre o layout da vila e as interações entre os assentamentos humanos e o ambiente natural ao longo do tempo, conforme mencionado por Zuchtriegel.

Além das escavações, trabalhadores têm se dedicado à restauração de dois pequenos quartos com vista para a parte sudoeste da propriedade. Esses cômodos possuem decorações elaboradas, incluindo estuques, afrescos e pisos mosaicos em uma ampla gama de cores, incluindo azul egípcio, repercute a Smithsonian Magazine.

Um dos quartos parece estar passando por reformas no momento da erupção; apresenta diversas fases de trabalho, algumas das quais permaneceram inacabadas. Seu esquema decorativo mais simples está incompleto, mas continha motivos florais sobre fundos monocromáticos. Os trabalhadores também fizeram moldes em gesso das persianas que cobriam as portas e janelas dos cômodos, preservando vestígios da madeira original. O trabalho de restauração — que inclui limpeza e retoques na pintura — revelou cores e detalhes anteriormente invisíveis.

Fonte: Brado Jornal, Estadão e Aventuras na História 


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