Cientista brasileira é a primeira mulher a comandar a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos

A oceanógrafa brasileira Letícia Carvalho, é a primeira mulher a comandar a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês), agência vinculada à ONU. Este é o posto mais alto da governança dos oceanos no cenário multilateral. À frente do órgão, sediado na Jamaica, ela lidera a reta final das negociações para a conclusão do inédito Código de Mineração em águas profundas. ⁠

A cientista brasileira tem trabalhado para ampliar a presença feminina nos espaços onde atua.

Veja mais detalhes neste post. 

Marcelo Camargo/Agência Brasil


O que está sendo discutido

O conjunto de regras vai regular a extração comercial de recursos minerais em uma área sob jurisdição internacional, que abrange 54% dos oceanos.⁠

Letícia ⁠já posicionou-se de forma contundente contra o risco de ações isoladas na gestão dos oceanos. Em alerta recente, que mira diretamente a atual conjuntura política dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump, a secretária-geral ressaltou o perigo de que potências globais adotem medidas unilaterais na exploração de recursos marinhos, atropelando os tratados em vigor.

O cerne da questão está na regulamentação da mineração em águas profundas, uma fronteira econômica e ambiental amplamente disputada. A ISA tem o papel de garantir que o fundo do mar, classificado pelas Nações Unidas como patrimônio comum da humanidade, seja gerido com base em acordos globais. Segundo a liderança brasileira, a adoção de políticas nacionalistas e o afrouxamento de regras por parte de grandes economias não apenas enfraquecem o direito internacional, mas também abrem precedentes graves para a exploração predatória de minerais críticos sem o devido rigor científico.

Diante das pressões geopolíticas, a postura técnica da agência reforça o peso da diplomacia na busca por resoluções concretas. A organização prioriza hoje a construção de um código de mineração ancorado em dados de pesquisa, capaz de organizar a atividade econômica de forma objetiva e estancar a degradação da biodiversidade marinha. A condução do órgão por Letícia Carvalho evidencia que a manutenção do diálogo multilateral e a estruturação de marcos regulatórios transparentes são as ferramentas mais pragmáticas para frear retrocessos e manter a governança oceânica no eixo.

Fonte: Forbes, O Globo e Redação AP



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