Sentindo falta de ver edições caprichadas para obras atemporais de autores consagrados, o empreendedor de Dois Irmãos Lucas Fischer Zapelini, 33 anos, decidiu ele mesmo suprir essa necessidade. Nasceu, assim, o Clube de Literatura Clássica.
| Clube de Literatura Clássica / Divulgação |
Em 2020, fez a sua primeira entrega: o box de A Divina Comédia, de Dante Alighieri, com um tratamento especial e exclusivo para os seus clientes. Foi um golaço. O negócio caiu nas graças dos leitores e, hoje, o Clube já soma mais de 26 mil assinantes por todo o Brasil.
A cada mês, os assinantes recebem em casa um box com obras selecionadas e editadas exclusivamente pelo Clube de Literatura Clássica. Além do livro físico, o recebido pago conta com brindes relacionados ao tema do mês, como um livro de bolso do mesmo autor, e materiais online para complementar a experiência.
— O nosso diferencial é que a edição que o assinante recebe não existe no mercado para ser vendida. Não tem em livraria ou na Amazon. É um livro que nós fazemos — conta Zapelini.
Como exemplo, a edição mais recente do Clube apresenta As Aventuras de Tom Sawyer que, além de todos os brindes e materiais extras, ainda conta com uma tradução nova, que tem como objetivo de capturar melhor a forma do autor Mark Twain se expressar. Também foram criadas artes inéditas, tanto para a capa quanto para dentro do texto.
— O propósito é que o assinante encontre a melhor edição daquele título, com o melhor acabamento gráfico, com a melhor tradução, prefácio, notas — enfatiza o criador do Clube.
Novidade
Se o trabalho de assinaturas está consolidado, o Clube de Literatura Clássica quer dar um passo além. E o carro-chefe para isso será a publicação de A Morte de Arthur, de Sir Thomas Malory, texto central na consolidação das lendas do Rei Arthur e da Távola Redonda.
Será entregue para o mercado brasileiro uma edição inédita, exclusiva e limitada da obra, com tradução assinada por Reinaldo José Lopes, também responsável pela versão brasileira de O Silmarillion, de J.R.R. Tolkien.
De acordo com o CEO do Clube, por muito tempo, as edições de A Morte de Arthur estavam baseadas na edição de 1485, publicada por William Caxton. Para este trabalho inédito, foi resgatada a versão mais antiga conhecida do texto, presente no manuscrito de Winchester descoberto em 1934, para chegar ao texto mais próximo concebido por Malory.
A curadoria, então, oferece uma tradução inédita, preservando a estrutura, mas mantendo a acessibilidade ao leitor atual. Esta edição do Clube também conta com centenas de notas de rodapé que fornecem os contextos histórico e linguístico necessários para uma melhor compreensão da obra.
Já a identidade visual evoca o período medieval, tudo em uma caixa personalizada, com diversos itens relacionados — daqueles livros para ficar em destaque na estante. E Zapelini celebra o resultado:
— É algo inédito para nós. É o maior e mais ousado livro que a gente já fez.
A proposta é que ele seja vendido por fora das assinaturas, mas com foco nos membros do Clube, que têm exclusividade na pré-venda já disponível no site da empresa, além de desconto. Após, o livro deve ser disponibilizado para o público em geral.
— Esse sucesso que a gente está tendo vem de uma fome por cultura e por qualidade acompanhada de um aprendizado mais pedagógico da obra, que ajuda no desafio da própria leitura. Já imprimimos mais de dois milhões de livros. É uma coisa bem impressionante e ainda está crescendo — completa o empresário.
Fonte: GZH
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