Bancos consultados pelo site g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas. As instituições também ajustavam seus sistemas para viabilizar a implementação.
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O programa foi lançado oficialmente pelo governo federal na manhã desta segunda-feira (4), com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim do dia — e, com isso, já passou a valer.
Até então, os bancos procurados pelo g1 não tinham data definida para o início das operações e aguardavam o detalhamento para adaptar seus processos. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.
A reportagem enttrou em contato as seguiuntes instituições:
- Itaú Unibanco
- Santander
- Bradesco
- BTG Pactual e Banco Pan
- C6 Bank
O g1 também verificou a situação com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Nubank, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Já o Banco Inter informou estar em período de silêncio por causa de seu balanço financeiro e que, por isso, não poderia comentar.
O Novo Desenrola prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.
A expectativa do governo é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, incluindo dívidas antigas e recentes.
No RS, 4 milhões de pessoas podem acessar o Desenrola
Somente no Rio Grande do Sul, segundo informações mais recentes do Mapa da Inadimplência da Serasa, há mais de 4,1 milhões de pessoas com o nome negativado, ou 46,47% da população adulta. Em comparação à leitura anterior houve aumento de 2,41 pontos percentuais na inadimplência. Juntos, esses consumidores devem R$ 31,9 bilhões, sendo 27,32% desses débitos relacionados a bancos e cartões de crédito. Considerando-se que a população que ganha mais de cinco salários mínimos é de pouco mais de 7% do total, a grande maioria desses inadimplentes poderá aproveitar a renegociação do Desenrola. Em Porto Alegre, especificamente, há 587 mil pessoas devendo R$ 4,9 bilhões.
“Embora não seja possível estabelecer relação direta de causa e efeito, o empréstimo do nome pode ampliar a exposição ao risco em um cenário já pressionado pela inadimplência. Mesmo quando há confiança, imprevistos são comuns e podem transferir o impacto para quem assumiu formalmente a dívida”, alerta a diretora Aline Maciel.
A Serasa apresenta nesta terça dados de um estudo inédito sobre o endividamento dos brasileiros com instituições financeiras e sua relação com oportunidades previstas no Desenrola 2.0. A diretora Aline e o gerente de Comunicação e especialista em educação financeira Fernando Gambaro vão detalhar os resultados.
Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias
Por outro lado, o estudo da PEIC-RS identificou recuo, quanto ao percentual de famílias com contas em atraso, passando de 27,0% em fevereiro de 2026 para 26,7% em março de 2026. O resultado foi puxado pelas famílias com renda de até 10 s.m. que recuou para 31,9% em março de 2026 ante os 32,7% em fevereiro de 2026.
Já entre as famílias com renda superior a 10 s.m., o indicador avançou na margem, passando de 7,5% para 8,5% no mesmo período, ficando acima do observado em março de 2025 (6,6%). O percentual de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso, mesmo que se mantenha em patamar historicamente baixo, mostrou nova elevação, registrando 1,7% em março de 2026 ante em fevereiro de 2026 (1,5%) e março de 2025 (2,0%).
Fonte: G1 e Correio do Povo
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