IA brasileira alcança 100% de precisão ao identificar dor em recém-nascidos

Identificar a dor em recém-nascidos ainda é um desafio para médicos. Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo um sistema com inteligência artificial (IA) para ajudar a reconhecer os sinais e apoiar decisões clínicas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). 

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O trabalho é realizado por engenheiros do Centro Universitário FEI de São Paulo e médicos pediatras da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp). Os resultados foram publicados na revista científica americana Pediatric Research. 

O projeto utiliza um sistema que interpreta imagens faciais de recém-nascidos. Nesta etapa, foram selecionados mais de 200 registros gravados de bebês obtidos em diferentes situações na UTI, incluindo repouso e procedimentos que causam dor, como o teste do pezinho ou entubação.

Conforme a professora da Universidade Federal de São Paulo, Ruth Guinsburg, o resultado utilizando as características faciais atingiu 100% de precisão nas imagens. Ou seja, a IA conseguiu entender quando o bebê enfrenta um período de dor. 

— Ao longo dos anos as pesquisas mostraram que a expressão facial dos bebês traduz, com alguma especificidade, se ele está sentindo dor ou não. Neste trabalho, nós apontamos que o sistema é capaz de acertar o quadro com uma certa acurácia — explicou a professora. 

Uma criança internada em UTI neonatal pode ser submetida até 15 procedimentos dolorosos por dia. No entanto, os profissionais enfrentam dificuldade na avaliação certeira da dor em recém-nascido.

O objetivo é que o sistema possa capturar, monitorar e avaliar os casos. Ainda conforme a professora, isso vai ajudar na tomada de decisões.

"A grande questão do tratamento da dor do recém-nascido está na avaliação. E esse tipo de sistema deve ajudar a gente no futuro a ter menos dificuldade em avaliar e administrar analgesia apenas para o bebê que precisa", afirma a professora Ruth.

Esse primeiro momento do trabalho é chamado de “prova de conceito”. Agora, a equipe trabalha para melhorar o sistema de IA. O grupo estuda colocá-lo em monitores hospitalares para ampliar a pesquisa. Para isso, também será necessário a instalação de câmeras nos leitos de UTI.

Os avanços são esperados para ao longo dos próximos cinco anos. Com isso, os pesquisadores acreditam que a ferramenta pode ser uma aliada na avaliação clínica do paciente.

Fonte: GZH


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