Observatório mais antigo do Brasil fica em Porto Alegre e faz sessões para contemplar astros no centro de Porto Alegre
O prédio histórico de 1908 promove encontros durante a noite. Planetas e estrelas podem ser vistos mesmo em meio à iluminação da Capital! Confira neste post.
Confira o resumo do que você vai ler aqui:
- O Observatório da UFRGS, inaugurado em 1908, é o mais antigo do Brasil em funcionamento contínuo no prédio original.
- Local oferece observações guiadas do céu noturno e visitas ao museu, ambas gratuitas.
- Mesmo com a poluição luminosa, é possível ver planetas como Júpiter, Saturno, a Lua e a Nebulosa de Órion pelo telescópio.
- As atividades ocorrem terças e quintas à noite, reunindo famílias, estudantes e curiosos sobre astronomia.
| UFRGS/Reprodução |
Mesmo em meio a um paredão de prédios e às luzes artificiais da cidade, um edifício histórico no coração de Porto Alegre permite contemplar o cosmos. Localizado na Avenida Osvaldo Aranha, o Observatório Astronômico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aproxima a comunidade de algo que parece distante ao olho nu: o céu.
Inaugurado em 1908, o local é considerado o observatório mais antigo do Brasil em funcionamento contínuo no prédio original. Hoje, além de abrigar um museu, oferece observações guiadas do céu noturno de forma gratuita.
A experiência conta com o uso de um telescópio e revela que é possível ver, do centro da cidade, planetas como Júpiter e Saturno, além de astros como a Lua e a Nebulosa de Órion. A experiência costuma impressionar quem visita o local.
— Parece um pouco irônico ter uma observação assim no centro, com tanta influência da cidade. A gente passa aqui tantas vezes e nunca repara que é um observatório. Então, achei bem legal poder estar aqui e experienciar isso — comenta a arquiteta Rosane Weronezi Dutra, 30 anos, que participou da atividade com uma amiga.
| Foto antiga do Observatório Central da UFRGS, inaugurado em 1908 - Reprodução |
— Temos crianças extremamente interessadas em Astronomia que nos visitam com frequência. Houve o caso também de um morador de rua que observou conosco e fez muitas perguntas. Saiu agradecido pela atenção e pela oportunidade de ver o céu. Teve também a visita de uma jovem que chorou observando o céu, lamentando não ter podido estudar Astronomia — relembra Basilio Xavier, professor do Departamento de Astronomia do Instituto de Física da UFRGS.
Antes mesmo de olhar para o céu, muitos visitantes se impressionam com outro elemento: o próprio prédio do observatório. A edificação, projetada pelo engenheiro Manoel Itaqui, é um dos exemplares de Art Nouveau de Porto Alegre. Os adornos presentes no estilo arquitetônico incluem figuras do zodíaco e uma estátua de Urânia, a musa grega da Astronomia.
No segundo andar do prédio, a Sala Meridiana preserva o maquinário que, entre 1912 e a década de 1960, fornecia o Serviço da Hora Certa para todo o Rio Grande do Sul, determinado pela passagem das estrelas sobre o meridiano local. Antes da era digital, os porto-alegrenses sincronizavam os relógios de bolso por meio de uma lâmpada vermelha que se apagava pontualmente às 20h no topo de uma torre.
Dentro do recinto, há também uma cúpula giratória de cinco metros que leva à Luneta Equatorial Gautier. Fabricado na França em 1907, o instrumento de 2,8 metros de comprimento ainda opera com seu sistema original de engrenagens gravitacionais, que permite acompanhar o movimento aparente dos astros sem o uso de eletricidade.
— Olhando de fora, você não imagina o tamanho que tem lá dentro. É meio incrível pensar que tem todos esses itens importantes para a história e para a cidade. Também é incrível perceber que estou vendo as estrelinhas. É bem diferente, eu nunca fiz nada igual — relata Estela Terra Troc, engenheira de 26 anos que visitou o espaço.
| Área externa do Instituto Astronômico e Meteorológico (atual Observatório) - Reprodução |
Como participar
Atualmente, o observatório oferece duas atividades totalmente gratuitas para a comunidade:
- Observação do céu noturno: terças e quintas-feiras, das 19h às 21h (sujeita às condições climáticas)
- Visitas mediadas ao museu: passeios guiados pelo acervo histórico ocorrem às terças e quintas (18h e 20h) e quartas-feiras (14h, 16h, 18h e 20h)
Fonte: GZH
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