A taxa de desemprego no Brasil no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o período desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. O instituto apurou também recordes absolutos no número de trabalhadores ocupados, nas contratações com carteira assinada, na massa salarial e nas contribuições para a Previdência Social. O resultado representa um recuo em relação ao trimestre anterior e veio alinhado com as expectativas do mercado financeiro.
Acompanhe os principais números do mercado de trabalho.Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Recorde de ocupação
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostram que a população ocupada atingiu a máxima de 103,5 milhões de pessoas. Esse número representa um aumento de 774 mil trabalhadores em relação ao trimestre encerrado em maio. Os setores que mais puxaram essa alta foram a indústria geral e a construção civil. O contingente de empregados com carteira assinada no setor privado também bateu recorde e chegou à marca de 39,5 milhões de pessoas.
Massa salarial e Previdência
O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$ 3.777. Já a massa salarial, que representa a soma de todos os salários do país, alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior de toda a série histórica. Além disso, o levantamento aponta que o Brasil atingiu o maior número já registrado de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência (68,5 milhões de pessoas), o que garante acesso a garantias fundamentais como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão.
Informalidade e desalento
Apesar da melhora geral nos índices, a taxa de informalidade foi de 37,5%, englobando 38,8 milhões de pessoas que atuam sem carteira ou como autônomos sem CNPJ. Esses trabalhadores não têm acesso a direitos como seguro-desemprego, férias e 13º salário. A população desocupada encerrou o período com 5,8 milhões de pessoas, registrando queda na comparação com o trimestre anterior. Já a população desalentada, formada por quem não procura emprego por acreditar que não vai encontrar, somou 2,4 milhões.
Fonte: Agência Brasil
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