A liberdade de escolher em quem votar é um direito fundamental. No entanto, algumas condutas no ambiente profissional podem ultrapassar os limites e se transformar em assédio eleitoral. A pressão pode ser bem evidente, como uma ameaça de demissão para quem não apoiar determinado candidato, ou aparecer de formas menos óbvias, como uma promessa de promoção, mensagens em grupos corporativos ou a perseguição de quem tem uma opinião diferente.
Acompanhe as informações a seguir para reconhecer essas situações e proteger o seu direito.Foto: Divulgação
O que é a prática
O assédio eleitoral ocorre quando há uma conduta que constrange, induz, restringe, discrimina ou retalia o trabalhador por conta das suas escolhas políticas. A prática não exige, necessariamente, uma ameaça direta. Para identificar o problema, é preciso considerar o contexto e a desigualdade de poder. O empregador tem o direito de organizar a rotina, mas não pode usar essa posição para interferir no voto ou condicionar vantagens ao apoio de algum político.
De onde vem a pressão
O assédio pode ser "vertical", quando a cobrança vem de gestores e superiores hierárquicos, ou "horizontal", quando ocorre entre colegas do mesmo nível por meio de hostilização e isolamento. Existe também o assédio "misto", que une superiores e colegas para aumentar o constrangimento, e o "institucional", que acontece quando a própria cultura ou as políticas da empresa acabam legitimando a pressão.
Como o assédio se manifesta
A coação pode ocorrer de diversas maneiras. O assédio verbal usa ameaças ou humilhações, enquanto os formatos documental e digital utilizam memorandos, cartazes e grupos de mensagens para tentar influenciar os funcionários. Há também o assédio comportamental, como a obrigação de usar símbolos partidários, o assédio econômico, que envolve a promessa de bônus ou o risco de redução salarial, e o psicológico, focado em criar um ambiente de medo e insegurança na equipe.
O voto é livre e secreto
Ninguém pode ameaçar, constranger ou oferecer vantagens para interferir nas escolhas políticas de uma pessoa no trabalho. O trabalhador não é obrigado a revelar em quem pretende votar. Para reforçar essa proteção, diversas instituições criaram a campanha Aliança pelo Voto Livre e Secreto, com o slogan “No meu voto mando eu”. A mobilização busca prevenir a prática e conscientizar a sociedade de que determinadas condutas de assédio podem, inclusive, configurar crime eleitoral.
Na página oficial do projeto, é possível conhecer as orientações, baixar os materiais de divulgação e registrar a sua adesão.
Fonte: O Sul e TSE
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