A federação espanhola de futebol será a primeira do mundo a oferecer o custeio do congelamento de óvulos para as suas atletas. A iniciativa inédita busca ampliar as possibilidades de conciliar o auge da carreira esportiva com a maternidade, beneficiando grandes nomes do esporte, como a craque Alexia Putellas, que já demonstrou interesse em realizar o procedimento médico.
Acompanhe a seguir os detalhes do tratamento e a discussão sobre o tema no esporte.
O conflito entre fertilidade e alto rendimento
A ex-jogadora Larraitz Lucas explica que o período dos 20 aos 30 anos costuma marcar o melhor momento da fertilidade feminina, coincidindo exatamente com a fase mais importante e de maior exigência física na carreira das atletas de alto nível. Com a técnica de congelamento, as jogadoras ganham a alternativa de adiar a gravidez sem precisarem interromper a sua trajetória profissional nos gramados precocemente.
Riscos físicos e preocupação com doping
Apesar de ser um grande avanço para as mulheres, o tratamento exige cuidados por envolver o uso de hormônios e provocar alterações no organismo por um período de um a dois meses. Larraitz relembra que chegou a ser hospitalizada por desenvolver hiperestimulação ovariana durante um procedimento de fertilidade. Ela também destaca que o uso dessa medicação hormonal chegou a gerar debates sobre possíveis questões relacionadas ao doping esportivo, sob a suspeita de que a intervenção pudesse proporcionar alguma vantagem física para quem estivesse competindo.
Regras ainda estão em definição
A federação espanhola ainda trabalha na definição de todos os detalhes e critérios para a liberação do benefício. No cenário do futebol internacional, o tema também é considerado recente: entidades máximas do esporte, como a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), ainda não possuem protocolos claros ou regulamentações específicas sobre a realização e o custeio desse tipo de procedimento para as atletas.
Fonte: Forbes Brasil
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