Assembleia Legislativa do RS atinge recorde feminino com 16 deputadas eleitas a partir de 2027

A próxima legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul contará com um número inédito de representatividade feminina. Entre 2027 e 2030, 16 das 55 cadeiras do parlamento gaúcho serão ocupadas por mulheres, o que representa um índice recorde de 29% do total. O grupo é formado por 11 deputadas que estreiam no mandato estadual e cinco parlamentares reeleitas.

Confira a seguir a evolução histórica e como ficou a distribuição partidária das eleitas.

Karen Santos, a única mulher negra eleita para 2027 - Johan de Carvalho/Arquivo CMPA


Avanço contínuo na Casa

A marca de 16 deputadas consolida uma linha de crescimento na representação feminina ao longo dos últimos pleitos estaduais, saltando de nove eleitas em 2018 para 11 em 2022, até alcançar o atual recorde nas eleições de outubro. A nova configuração reafirma uma história que começou com o pioneirismo da professora Suely de Oliveira, a primeira mulher a assumir uma cadeira na instituição no ano de 1951. O cenário, no entanto, ainda pode sofrer alterações até a posse oficial em 31 de janeiro, caso alguma parlamentar seja convocada para assumir secretarias no Poder Executivo.

Bancadas e perfis das parlamentares

O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada feminina a partir do ano que vem, abrigando também a candidata que recebeu a maior votação geral para a Assembleia. Na divisão pelas siglas, as vagas ficaram distribuídas da seguinte maneira:

— PL: sete mulheres, sendo cinco estreantes (Adri Cherini, Ali Klemt, Daiane Mello, Nádia Gerhard e Vanice de Matos) e duas reeleitas (Adriana Lara e Kelly Moraes). 

— PT: duas representantes, com a reeleita Sofia Cavedon e a estreante Natasha Ferreira, que carrega o ineditismo de ser a primeira travesti a integrar o parlamento gaúcho. 

— PSOL: duas eleitas, contando com Luciana Genro, que obteve o terceiro melhor desempenho nas urnas, e Karen Santos, a única mulher negra escolhida para a próxima legislatura. 

— PP: duas cadeiras conquistadas por estreantes na Casa, com Nicole Covatti e Ronize Damassini. 

— PSD: duas vagas preenchidas por mulheres com trajetória profissional como delegadas de polícia, com a reeleita Nadine Anflor e a novata Ana Tarouco. 

— Podemos: uma representante feminina garantida com a estreante Bruna Molz.

Fonte: Redação AP com O Sul


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