#BAITAEXEMPLO: Brasil tira 600 mil crianças do trabalho infantil e atinge menor nível da série histórica
O Brasil registrou a menor taxa de trabalho infantil da história desde o início da série histórica do IBGE em 2016. Entre 2016 e 2025, o país reduziu em aproximadamente 600 mil o número de crianças e adolescentes nessa condição, o que representa uma queda de 28,6%. Os dados revelam que 1,499 milhão de indivíduos de 5 a 17 anos ainda se encontram em situação de trabalho infantil, equivalente a 4% da população nessa faixa etária.
Confira a seguir os impactos dos programas de transferência de renda, a distribuição regional e os desafios na educação.
Foto: Reprodução / Jusbrasil
O papel do Bolsa Família na queda do indicador
A aceleração na redução do trabalho infantil foi intensificada no último período avaliado. De 2024 para 2025, 151 mil menores deixaram essa condição, sendo que 144 mil pertenciam a núcleos familiares atendidos pelo programa Bolsa Família — o equivalente a mais de 95% da queda nacional:
— Retração expressiva: entre os beneficiários do programa, o contingente caiu de 717 mil (2024) para 573 mil (2025), uma redução de 20,1% em apenas um ano. — Comparativo histórico: a proporção de crianças e adolescentes nessa situação entre as famílias atendidas recuou de 7,3% em 2016 para 4,4% em 2025. — Atividades perigosas: o número de menores submetidos às ocupações da Lista TIP (atividades insalubres e prejudiciais ao desenvolvimento) atingiu o menor patamar da série histórica, somando 525 mil em 2025.
Panorama regional e reflexos na escolarização
Em termos absolutos, o Sudeste liderou o contingente em 2025 com 481 mil crianças e adolescentes em trabalho infantil, seguido pelo Nordeste com 408 mil. Proporcionalmente, a maior gravidade foi registrada na região Norte, onde 6,3% da população de 5 a 17 anos estava na mesma condição, frente a 3,3% no Sudeste.
A exploração do trabalho continua gerando impactos diretos sobre a formação educacional:
— Faixa etária mais afetada: entre adolescentes de 16 e 17 anos, 14,5% estavam em situação de trabalho infantil em 2025. — Frequência escolar: enquanto a taxa de frequência na escola alcançava 89,6% para o total da população de 16 e 17 anos, o índice caía para 79,6% entre os jovens da mesma idade submetidos ao trabalho precoce.
Fonte: Redação AP com IBGE e Jusbrasil
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