A Escola Família Agrícola da Região Sul (Efasul), localizada em Canguçu, aposta na educação como ferramenta para formar uma nova geração de produtores e incentivar a permanência da juventude no campo. Com 10 anos de atuação, a instituição comunitária atende atualmente 63 estudantes de 22 municípios gaúchos, oferecendo um currículo que fortalece a sucessão rural nas propriedades familiares e prepara a expansão de suas matrículas para o próximo ano.
Confira a seguir como funciona a metodologia de ensino e as projeções de ampliação da escola.
Instagram Efasul/Reprodução
Ensino conectado à realidade rural
A Efasul atende alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, integrando a educação básica ao curso técnico em Agroecologia. Para combater o esvaziamento e o envelhecimento da população no interior, a coordenação pedagógica da escola atua focada em oferecer possibilidades de diversificação de renda e qualidade de vida aos estudantes. O currículo exige que os jovens desenvolvam tarefas semanais focadas no funcionamento de suas próprias comunidades e propriedades, conectando os saberes tradicionais da sala de aula com a realidade agrícola.
Regime de alternância e convivência
A rotina da instituição funciona em um sistema de alternância, no qual os estudantes passam uma semana por mês alojados na escola, com uma carga de atividades que se estende pelos três turnos. A estrutura atual conta com 26 profissionais, entre professores e funcionários. O corpo docente e os alunos egressos destacam que essa convivência intensiva entre jovens de variados municípios permite uma troca valiosa de experiências, facilitando a aplicação prática de novas técnicas nas lavouras e nas criações de animais de suas famílias.
Expansão para 2027
Com o objetivo de acolher um número ainda maior de famílias agricultoras e dar continuidade ao projeto de desenvolvimento regional, a escola confirmou a ampliação de suas turmas para o próximo período letivo. As principais metas para 2027 incluem:
— O aumento da oferta de ingresso no primeiro ano do Ensino Médio, passando das atuais 25 para 40 vagas. — A otimização do alojamento e das instalações, que já possuem capacidade para abrigar 40 alunos simultaneamente, a fim de suportar o novo fluxo de estudantes.
Fonte: Redação AP com GZH
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