A tradicional celebração do Círio de Nazaré voltou a mobilizar multidões de fiéis e turistas em Belém (PA). Realizada no último domingo (11), a principal romaria da festividade religiosa — reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) — marca uma história de mais de 200 anos de devoção e identidade amazônica.
Confira a seguir as origens da tradição e os detalhes do percurso da edição deste ano.
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| TV Liberal/Reprodução |
Origem histórica e identidade regional
A devoção teve início no século XVIII, quando o caboclo Plácido encontrou uma pequena imagem de Nossa Senhora às margens do Igarapé Murutucu. De acordo com a tradição popular, a imagem retornava ao local do achado mesmo após ser levada para a casa do devoto e para outros espaços da cidade. A insistência do fenômeno levou à construção de uma ermida onde hoje ficam os fundos da Basílica Santuário. Além do caráter religioso, o historiador Márcio Neco ressalta que o Círio expressa a cultura paraense por meio da gastronomia, do artesanato em brinquedos de miriti e do acolhimento popular.
Programação e a grande procissão
Sob o tema "Maria, Mãe Missionária que nos dá Jesus", a edição de 2026 conta com um calendário de 14 procissões até o dia 26 de outubro. A principal romaria do evento foi estruturada da seguinte forma:
— Percurso: 3,6 quilômetros de caminhada, partindo da Catedral Metropolitana de Belém após a missa matinal e seguindo até a Basílica Santuário de Nazaré. — Duração e público: cerca de seis horas de caminhada, com expectativa de reunir 2,3 milhões de pessoas. — Estrutura de apoio: organização com bloqueios no trânsito local, ordenamento de turmas e postos de socorro da Cruz Vermelha e da Defesa Civil ao longo do trajeto.
Fonte: Redação AP com R7
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