Saiba mais sobre a optogenética, método inaugurado pelos cientistas e as curiosidades da premiação.
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O "interruptor" da mente e a optogenética
As pesquisas do trio focaram no uso da luz para o controle de sinais nervosos. A investigação começou no início dos anos 2000, quando Hegemann e Nagel observaram que a luz azul ativava um canal na superfície de uma alga, provocando um impulso elétrico. Em 2005, Deisseroth aplicou essa descoberta aos neurônios, conseguindo desencadear sinais nervosos no cérebro de ratos ao iluminar as células. Esse avanço, batizado de optogenética, permitiu aos cientistas ativar ou inibir neurônios com extrema precisão, funcionando como um "interruptor" para estudar como diferentes grupos de células afetam circuitos cerebrais, memórias e emoções.
Da pesquisa à medicina
Além de fornecer um mapa mais apurado do cérebro para pesquisas neurológicas e psiquiátricas, a técnica da optogenética está começando a mostrar as suas aplicações médicas. Segundo o Comitê do Nobel, a ferramenta já é utilizada em estudos que buscam restaurar a visão em pessoas com deficiência visual, algo antes considerado impensável. A láurea reforça que, ao invés de apenas observar o cérebro, a ciência passa agora a interagir com as funções cognitivas com maior domínio.
Um prêmio marcado por recordes e números
A categoria de Fisiologia e Medicina do Nobel é sempre a primeira a ser anunciada e possui fatos curiosos desde a sua criação em 1901. Frederick G. Banting foi o vencedor mais jovem, premiado aos 31 anos pela descoberta da insulina. Em 2011, Ralph Steinman foi reconhecido postumamente – algo contra as regras atuais – porque o comitê soube de sua morte apenas após o anúncio oficial. Das 232 pessoas já premiadas em Medicina, somente 14 são mulheres, como Barbara McClintock, a única a ganhar o prêmio sozinha na área.
Fonte: g1
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