Confira a seguir os principais setores impulsionadores do resultado, o desempenho dos mercados compradores e os números do acumulado anual.
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| Foto: Gilberto Sousa / CNI |
Complexo soja e recuperação agrícola lideram alta
O avanço trimestral foi impulsionado primordialmente pelo complexo soja, que engloba o grão, o óleo e o farelo. Juntos, esses produtos responderam por US$ 515,8 milhões no incremento das exportações, o equivalente a 83,3% da variação líquida positiva registrada no período, refletindo a recuperação da produção agrícola após as perdas decorrentes da estiagem do ano anterior.
— Soja em grão: manteve-se como o principal produto da pauta exportadora estadual, somando US$ 1,81 bilhão (27,1% do total) e alta de 17,2% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
— Derivados da soja: o óleo de soja registrou expressiva alta de 220,9%, enquanto o farelo avançou 32,1%.
— Outros destaques: as vendas de carne de frango cresceram 34,9% (alcançando US$ 374,8 milhões) e a celulose avançou 40,9% (somando US$ 267,8 milhões). Em contrapartida, houve recuo nas exportações de fumo não manufaturado (-24,6%), autopeças (-30,8%) e calçados (-16,9%).
Principais destinos e balanço do acumulado anual
A China consolidou-se isoladamente como o principal mercado de destino das exportações gaúchas no trimestre, absorvendo US$ 1,96 bilhão (29,3% do total). Na sequência figuram a União Europeia (14,6%), os Estados Unidos (6,3%), a Argentina (5,8%) e a Índia (3,5%). Os maiores incrementos absolutos em valores comercializados ocorreram nas vendas para o bloco europeu, para o mercado chinês e para a Índia, esta última impulsionada sobretudo pelas aquisições de óleo de soja.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 16,54 bilhões, representando uma expansão de 7,1% sobre igual período do ano anterior — um acréscimo de aproximadamente US$ 1,09 bilhão que acelera o ritmo em relação ao primeiro semestre. O complexo soja seguiu ditando o ritmo, respondendo por 76,6% do aumento líquido no período, seguido pelo avanço expressivo de carne de frango (alta de 22,6%) e de gado bovino e bubalino vivo (crescimento de 83,3%).
Fonte: Redação AP com DEE / SPGG e O Sul
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