O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarece que os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, realizado no último dia 4, poderão votar normalmente no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. A abstenção nacional atingiu 21,08% (mais de 33,4 milhões de pessoas), a maior desde 1998. Como cada turno é considerado uma eleição independente, a participação na nova etapa é permitida desde que o título de eleitor esteja regularizado.
Confira a seguir as regras para regularização, os prazos de justificativa e o cenário da disputa presidencial.
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| Joédson Alves/Agência Brasil |
Prazos e obrigatoriedade da justificativa
Apesar de estarem aptos a votar no segundo turno, os eleitores que faltaram ao primeiro e não justificaram a ausência pelo aplicativo e-Título precisam regularizar a situação eleitoral. O prazo limite para apresentar a justificativa vai até 3 de dezembro de 2026:
— Como justificar: pelo autoatendimento no site do TSE, no e-Título ou presencialmente em um cartório eleitoral, acompanhado de documentos comprobatórios (como atestado médico ou bilhete aéreo). — Eleitores no exterior: têm até 30 dias após o retorno ao Brasil para justificar. Quem vota em zonas do exterior só precisa justificar ausências em eleições presidenciais. — Multas e penalidades: a ausência não justificada no prazo gera multa de R$ 3,51 por turno (pagável via Pix, cartão de crédito ou GRU). Enquanto a pendência não for quitada, o cidadão fica impedido de emitir passaporte ou RG, assumir cargos em concursos públicos, matricular-se em instituições de ensino público e receber salários de funções públicas.
Panorama da disputa para o segundo turno
No dia 25 de outubro, os eleitores voltarão às urnas para definir a Presidência da República e os governos de seis estados e do Distrito Federal. A disputa presidencial ocorrerá entre:
— Flávio Bolsonaro (PL): primeiro colocado no primeiro turno com 47,03% dos votos válidos (56.103.033 votos). — Luiz Inácio Lula da Silva (PT): segundo colocado, registrando 45,16% dos votos válidos (53.870.724 votos).
Além do pleito presidencial, haverá segundo turno para o governo estadual no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e no Distrito Federal.
No RS, cidade do litoral terá eleição para prefeito
Os quase 10 mil eleitores de Arroio do Sal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, vão escolher um novo prefeito no domingo (25), na mesma data do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O município tem eleição suplementar após a cassação do prefeito Luciano Pinto da Silva (Republicanos) e do vice Valdir Cenci (PP).
A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) em 13 de agosto, por abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos de campanha.
Duas chapas disputam a prefeitura. Felipe Valim (MDB) concorre a prefeito, com José Luiz Bobsin Justin, conhecido como Alemão do Mercado (PSDB), como vice. A candidatura tem apoio de MDB, PSD, PSDB e Cidadania.
A outra chapa é encabeçada por Valdir Cenci (PP), que concorre novamente ao cargo de prefeito, com Edmilson Schmidt, o Guti (PDT), como candidato a vice. A coligação reúne PP, União Brasil e PDT. Embora tenha sido cassado como vice-prefeito, Cenci pode disputar a eleição suplementar.
No dia da votação, os eleitores de Arroio do Sal votarão para presidente da República e prefeito. O Rio Grande do Sul não terá segundo turno para governador, já que Luciano Zucco (PL) foi eleito no primeiro turno, com 58,05% dos votos válidos.
Além de Arroio do Sal, outras seis cidades brasileiras também terão eleições suplementares para prefeito em outubro. Em Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO), os eleitores também votarão para governador, além de presidente e prefeito.
Fonte: Redação AP com Agência Brasil e Rádio Solaris
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