A urna eletrônica brasileira completa três décadas de história em 2026 reunindo novidades que tornam a votação mais intuitiva e recursos modernos para ampliar a segurança do processo. Utilizado pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, o equipamento passou por sucessivas atualizações ao longo dos anos para acelerar a apuração, eliminar fraudes do voto em papel e garantir a inclusão de todos os cidadãos.
Confira a seguir as principais novidades tecnológicas e os mecanismos de proteção do sistema.Divulgação / TRE-RS
Mais acessibilidade e nova interface
Para as eleições deste ano, a Justiça Eleitoral implementou mudanças visuais para facilitar a navegação. A tela passa a utilizar a fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute com foco em pessoas com baixa visão, além de contar com uma barra de progresso no topo que mostra quais cargos já receberam voto e quais ainda faltam preencher. A urna também ampliou os vídeos com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), manteve a sintetização de voz para pessoas cegas e passa a testar um suporte móvel que possibilita o voto com os pés ou com a cabeça para pessoas com limitações motoras severas.
Mecanismos de segurança e auditoria
A evolução do hardware e do software acompanha as exigências de proteção digital. Os modelos mais modernos contam com processadores mais velozes e sistemas criptográficos certificados. Antes de irem a campo, os sistemas passam pelo Teste Público de Segurança, no qual especialistas externos buscam identificar e corrigir vulnerabilidades. Além disso, os códigos-fonte ficam abertos para a inspeção de entidades fiscalizadoras e os Boletins de Urna (BU) são impressos ao final da votação em cada seção, permitindo a conferência e auditoria pública dos resultados.
Três décadas de transformação
A implantação do sistema eletrônico substituiu as antigas cédulas de papel e a contagem manual de votos, reduzindo drasticamente a interferência humana nas etapas de apuração. Desde o primeiro uso em municípios selecionados em 1996 até a cobertura completa de todo o eleitorado, a tecnologia se consolidou como uma das ferramentas mais ágeis e eficientes do mundo na consolidação dos votos.
Fonte: O Sul
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