MEIO AMBIENTE: Emissões de gases de efeito estufa caem 6% em 2025 e atingem o menor patamar em oito anos
Um relatório divulgado pelo Observatório do Clima nesta semana aponta que as emissões de gases de efeito estufa no Brasil registraram uma queda de 6% em 2025, alcançando o menor nível dos últimos oito anos. O país lançou na atmosfera 2,06 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, frente a 2,19 bilhões no ano anterior. A redução foi impulsionada primordialmente pela retração contínua do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, aproximando o país de suas metas climáticas internacionais.
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| IBAMA/Divulgação |
Queda no desmatamento e aproximação das metas climáticas
Os dados integram a 14ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Com o avanço das políticas de controle ambiental, as emissões brutas associadas à mudança de uso da terra — que englobam a derrubada de florestas — despencaram 15%, passando de 957 milhões para 814 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
As chamadas emissões líquidas (que descontam a absorção de carbono pela vegetação preservada) recuaram 9%, totalizando 1,41 bilhão de toneladas. Embora o país tenha ficado cerca de 6% acima da meta estipulada para o final de 2025 no âmbito do Acordo de Paris, a expectativa dos pesquisadores é que o compromisso seja superado em 2026, impulsionado por novas reduções no desmatamento.
Desempenho setorial: o peso da agropecuária e da energia
Apesar dos avanços na pauta florestal, especialistas alertam para a necessidade de diversificar as reduções em outras atividades produtivas:
— Mudança de uso da terra: continua sendo a maior fonte de emissões do país (39% do total), seguida de perto pela agropecuária (30%) e pelo setor energético (21%). — Agropecuária: registrou estabilidade (-0,1%), somando 626,3 milhões de toneladas. A redução no rebanho de corte e nas emissões da pecuária foi contrabalançada por um aumento de 6,45% nas atividades agrícolas. — Energia e transportes: o setor energético cresceu 1,2% (427 milhões de toneladas), puxado pelo maior consumo de combustíveis fósseis nos transportes rodoviários, como o aumento de 3% no diesel e 4% na gasolina. — Resíduos: registrou a maior alta percentual (+3,6%), totalizando 95,7 milhões de toneladas, reflexo da destinação de lixo a aterros e da baixa taxa de reciclagem no país (menos de 3%).
Fonte: Redação AP com g1 e Observatório do Clima
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