Conheça a trajetória da jurista que enfrentou o apartheid, presidiu o tribunal responsável por julgar o genocídio em Ruanda e comandou a área de direitos humanos da ONU.
Da luta contra o apartheid à justiça internacional
Nascida em Durban, na África do Sul, em uma família de origem indiana tâmil, Pillay construiu sua carreira durante o apartheid, regime de segregação racial que restringia os direitos da população não branca.
Como advogada, atuou na defesa de opositores do regime e dos direitos de presos políticos. Em 1995, após o fim do apartheid, tornou-se a primeira mulher não branca nomeada juíza do Tribunal Superior da África do Sul.
No mesmo ano, passou a integrar o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado para julgar os responsáveis pelo genocídio de 1994. Presidiu a instituição entre 1999 e 2003.
Sua trajetória internacional também inclui:
Reconhecimento à defesa da justiça
Segundo o Comitê Norueguês do Nobel, Pillay contribuiu para consolidar o direito internacional como instrumento de paz e de responsabilização por crimes graves. A instituição destacou sua coragem, integridade e compromisso com princípios jurídicos universais.
Mais recentemente, a jurista presidiu a comissão independente de investigação da ONU sobre o território palestino ocupado e Israel. A comissão concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza, conclusão rejeitada pelo governo israelense.
Ao anunciar a escolha, o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, afirmou que o reconhecimento também reforça a importância das instituições internacionais e do respeito ao Estado de Direito para a construção de um mundo mais pacífico.
Fonte: Redação AP com g1, Comitê Norueguês do Nobel e ONU
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