Presidente da Capes será a primeira brasileira a chefiar área de ciências da Unesco

A pesquisadora Denise Pires de Carvalho, atual presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), será a primeira brasileira a ocupar a Diretoria-Geral Assistente para Ciências da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O posto é um dos mais altos da instituição. Nenhum representante do país havia ocupado um cargo desse nível na Unesco, em qualquer área, desde a fundação do órgão em 1945.

Conheça a trajetória da pesquisadora e os seus planos para a instituição internacional.

Arquivo Pessoal

Uma carreira de pioneirismos

A pesquisadora celebrou a conquista inédita e destacou a honra de representar as mulheres do país no cenário internacional. Médica formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora em ciências pela mesma instituição, ela já havia feito história ao se tornar a primeira mulher reitora da UFRJ. Denise também atuou como secretária de Educação Superior do Ministério da Educação e comandava a Capes desde fevereiro de 2024. A seleção para a Unesco contou com o apoio direto do governo brasileiro.

Legados deixados na Capes

Ao se despedir da Capes, Denise apontou como principal legado os acordos que passaram a custear a publicação de artigos científicos brasileiros em acesso aberto nas principais revistas do mundo. Ela também destacou a criação do Programa Aurora, lançado para apoiar financeiramente mulheres cientistas e orientadoras de pós-graduação que se tornam mães durante a carreira acadêmica, como forma de corrigir uma desigualdade histórica.

A nova missão na Unesco

Na nova função, a pesquisadora comandará uma área unificada que reúne as antigas diretorias de Ciências Humanas e Sociais e de Ciências Naturais. A sua principal pauta será a transversalidade do conhecimento, defendendo que os cientistas precisam sair do isolamento e se aproximar das questões da sociedade. Ela pretende levar para a Unesco a experiência brasileira de cooperação para compartilhar conhecimentos com países de populações vulneráveis e discutir abertamente os impactos sociais da transição energética global.

Fonte: Correio Braziliense



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