O Uruguai conquistou o primeiro lugar na lista de melhores destinos para viver após a aposentadoria, de acordo com o relatório anual da consultoria Global Citizen Solutions. O levantamento comparou 46 programas de residência voltados para pessoas com renda passiva, avaliando critérios fundamentais como qualidade de vida, tributação, custos e facilidade de obtenção de visto. Na classificação regional das Américas, o Brasil também marcou presença e garantiu a quinta posição.
Confira os destaques do levantamento e veja quais países completam o ranking.Jared Schwitzke/Unsplash
O segredo da liderança uruguaia
Embora não tenha alcançado a primeira colocação isolada em nenhum dos pilares, o Uruguai garantiu o topo pela sua regularidade, mantendo-se sempre entre as primeiras 20 posições em todos os critérios. O programa do país vizinho concede residência permanente de forma direta, sem a necessidade de um período temporário prévio. O relatório destaca ainda a exigência de comprovação de renda mensal de US$ 1.700 (cerca de R$ 10,4 mil), a facilidade para inclusão de familiares e a possibilidade de obter a cidadania em três anos para casados e cinco para solteiros.
O Brasil no cenário global
O programa brasileiro chamou a atenção no estudo principalmente pela rapidez burocrática, com tempo de tramitação estimado entre três e cinco meses, figurando entre os mais velozes do mundo. Para um estrangeiro se aposentar no Brasil, é necessário comprovar rendimento mensal de pelo menos US$ 2.000, com a vantagem de permitir a inclusão de pais dependentes no processo. O ponto negativo que reduziu a nota brasileira foi a questão fiscal, já que o país tributa os residentes sobre seus rendimentos no exterior.
Os dez melhores destinos do mundo
A disputa no topo da tabela foi acirrada, com menos de quatro pontos de diferença entre os dez primeiros colocados. Logo atrás do Uruguai, completam as cinco primeiras posições globais as Ilhas Maurício, Espanha, Costa Rica e Portugal. A lista dos dez países mais bem avaliados para a aposentadoria inclui ainda Paraguai, Letônia, Andorra, Itália e Grécia. O relatório aponta também que mais da metade dos programas analisados pelo mundo oferece algum caminho para a obtenção de cidadania em até cinco anos.
Fonte: Folhapress
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