SAÚDE: Novo medicamento experimental para Parkinson melhora movimentos e reduz inflamação cerebral em estudo internacional
Uma pesquisa realizada em centros científicos da Austrália e do Reino Unido trouxe resultados promissores sobre o uso do medicamento experimental SNT-4728 no combate ao mal de Parkinson. Desenvolvido pela empresa de biotecnologia Syntara, o fármaco demonstrou capacidade de melhorar indicadores de movimento e reduzir a inflamação cerebral em pacientes que apresentam um distúrbio do sono associado ao desenvolvimento da doença neurodegenerativa.
Confira a seguir como o tratamento atuou nos voluntários e quais são os próximos passos da investigação clínica.
Resultados do estudo e ação no cérebro
O estudo clínico de fase 2 envolveu 41 voluntários diagnosticados com o transtorno comportamental do sono REM isolado (iRBD), condição em que os pacientes realizam movimentos físicos durante o sono e que apresenta elevado risco de evolução para o Parkinson ao longo dos anos. Desse total, 30 participantes receberam o SNT-4728 diariamente durante 12 semanas, enquanto 11 tomaram um placebo.
Os exames realizados após o período de tratamento apontaram os seguintes achados:
— Redução de marcadores inflamatórios: 20 dos 30 voluntários medicados apresentaram diminuição da inflamação na região do putâmen, área cerebral diretamente ligada ao controle motor e ao surgimento de sintomas como tremores e rigidez. — Melhora motora: o grupo tratado registrou evolução estatisticamente significativa nos indicadores de movimento, avaliada após 12 semanas do término do uso do medicamento. — Limitações terapêuticas: o estudo não identificou mudanças expressivas em quesitos como raciocínio, memória, qualidade de vida ou padrão de sono, e os pesquisadores ressaltam que ainda não há comprovação de que o composto consiga prevenir ou interrompar a degeneração dos neurônios.
Perspectivas e próximos passos da pesquisa
Especialistas destacam que a capacidade de identificar alterações cerebrais e motoras mensuráveis antes mesmo do surgimento dos sintomas clássicos abre caminho para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais precoces. Apesar dos avanços, o SNT-4728 permanece em fase estritamente experimental.
Novos ensaios clínicos com grupos maiores de pacientes serão necessários para confirmar a segurança a longo prazo, a eficácia clínica e a real durabilidade dos benefícios observados, sem previsão oficial para a chegada do tratamento aos pacientes.
Fonte: Redação AP com HUBrasil
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