SAÚDE: OMS lança guia para enfrentar obesidade em crianças e adolescentes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (7) o seu primeiro guia focado no enfrentamento da obesidade entre crianças e adolescentes. O documento alerta para o crescimento expressivo da condição nessa faixa etária, cuja prevalência quadruplicou mundialmente desde 1990, atingindo cerca de 170 milhões de jovens e elevando os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes na vida adulta.

Confira a seguir as diretrizes da entidade para o tratamento e as recomendações de intervenção.

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Tratamento e restrições por faixa etária

A entidade orienta que o combate à obesidade infantojuvenil deve priorizar intervenções baseadas em reeducação alimentar, prática regular de atividades físicas e mudança de hábitos. O uso de recursos de saúde digital também é validado, desde que ocorra com a supervisão dos responsáveis. A abordagem com métodos invasivos, no entanto, possui restrições rigorosas, definidas pelas seguintes diretrizes:

— Crianças de até 9 anos: não há recomendação para o uso de medicamentos emagrecedores, dispositivos para perda de peso ou cirurgias bariátricas. — Adolescentes de 10 a 19 anos: os tratamentos farmacológicos (como as canetas emagrecedoras) e intervenções cirúrgicas só devem ser avaliados em casos de obesidade grave, e estritamente quando um programa contínuo de mudança no estilo de vida não atingir os resultados esperados.

Atenção à saúde mental e políticas públicas

O guia também destaca a importância de abordar a saúde psicológica de forma integrada ao tratamento do peso. A OMS adverte que quadros de ansiedade, depressão e baixa autoestima contribuem diretamente para o sedentarismo e para os distúrbios alimentares, exigindo estratégias de acolhimento conjuntas e apoio familiar para lidar com o estigma. A instituição conclui que os esforços médicos individuais não serão suficientes para frear a obesidade, defendendo que os governos implementem políticas que facilitem o acesso a alimentos saudáveis, além de melhorias no planejamento urbano e na educação.

Fonte: Redação AP com Agência Brasil



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