SAÚDE: Por que o RS virou referência em doação de órgãos e atrai pacientes de todo o país

O Rio Grande do Sul se consolidou como uma das maiores referências do Brasil em doação e transplante de órgãos, atraindo centenas de pacientes de outros estados em busca de tratamento e esperança. Apenas no ano passado, cerca de 260 pessoas cruzaram o país para realizar procedimentos em hospitais gaúchos. A excelência no atendimento é fruto da alta qualificação das equipes médicas aliada à forte capacidade de infraestrutura das instituições de saúde locais.

Entenda a seguir os motivos que destacam o Estado e os desafios para aumentar as doações.

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Pioneirismo e especialização

Apenas no primeiro semestre de 2026, foram realizados 1.171 procedimentos no Rio Grande do Sul, abrangendo órgãos como coração, fígado, rins, pulmão, córneas e tecidos. Instituições como a Santa Casa de Porto Alegre, o Hospital de Clínicas e o São Lucas da PUCRS lideram os atendimentos. O Estado também conta com um diferencial de peso: possui a única Organização de Procura de Órgãos (OPO) Cirúrgica do país, equipe especializada que percorre hospitais de diversas regiões para realizar a captação e o transporte seguro dos órgãos.

Tecnologia e acolhimento

A tecnologia também joga a favor da vida. Desde 2024, a Central de Transplantes utiliza um sistema com inteligência artificial para agilizar e automatizar as etapas de busca por receptores compatíveis. Além do aparato médico, o sucesso gaúcho envolve redes de apoio fundamentais. A entidade ViaVida, por exemplo, mantém a Pousada Solidariedade operando em capacidade máxima para acolher dezenas de pacientes em vulnerabilidade social que vêm de longe aguardar o chamado na fila do transplante.

O desafio da recusa familiar

Apesar do destaque nacional, o tempo de espera ainda é angustiante para quem aguarda uma chance, especialmente na fila de transplante de rim, que somava quase 1.500 pessoas no primeiro semestre deste ano. Hoje, o maior obstáculo para salvar mais vidas é a falta de autorização por parte das famílias. Dados da Secretaria Estadual da Saúde mostram que 48,2% das potenciais doações registradas até junho não foram efetivadas pela recusa dos parentes. Por isso, os especialistas reforçam a importância de conversar em casa e deixar claro em vida o desejo de ser um doador.

Fonte: GZH



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