SAÚDE: Programa SERMulher RS amplia acesso ao diagnóstico precoce e fortalece a atenção à saúde feminina

Em alusão ao mês de conscientização sobre o câncer de mama, o Governo do Estado destacou os resultados do programa SERMulher RS, iniciativa da Secretaria Estadual da Saúde (SES) voltada a ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao atendimento especializado em saúde da mulher em todas as regiões gaúchas. Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, a iniciativa registrou mais de 51 mil consultas em ginecologia e 16,8 mil atendimentos em mastologia, prestando suporte direto à Atenção Primária à Saúde (APS).

Confira a seguir os principais eixos de atuação do programa e as diretrizes recentes para o rastreamento do câncer de mama.

Ascom SES

Atendimento especializado e investimentos

O programa atua no suporte a pacientes com alterações em exames preventivos de mama e colo do útero, além de acompanhar casos com suspeita de endometriose, adenomiose, miomatose, infertilidade e demandas do climatério. Entre as frentes do projeto destacam-se:

— Navegação oncológica: acompanhamento estruturado das usuárias durante as etapas de investigação, diagnóstico e tratamento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). — Qualificação da rede: capacitação de profissionais da rede básica para a inserção de DIUs, implantes contraceptivos e aprimoramento na coleta de exames citopatológicos. — Expansão de recursos: com 19 serviços habilitados no Estado, o programa prevê investimentos de R$ 30 milhões para 2026, totalizando R$ 40,5 milhões aplicados desde o início de sua implantação em 2025.

Diretrizes para o rastreamento do câncer de mama

Dados preliminares do Painel de Oncologia apontam o registro de 1.459 novos casos de câncer de mama no Rio Grande do Sul até setembro de 2026. Conforme a Nota Técnica 626/2025 do Ministério da Saúde, a faixa etária prioritária recomendada para a realização da mamografia de rastreamento (sem sintomas) abrange mulheres de 50 a 74 anos, com periodicidade bienal.

Especialistas ressaltam que pacientes fora dessa faixa etária — assim como mulheres entre 40 e 49 anos ou acima de 74 — podem realizar o exame pelo SUS mediante avaliação médica. Diante de sinais de alerta, como nódulos, alterações na pele ou secreções, a recomendação é buscar atendimento imediato na unidade de saúde mais próxima.

Fonte: Redação AP com O Sul



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