SAÚDE: Subir 60 degraus por dia reduz em 39% o risco de morte por doenças cardiovasculares

Subir de 60 a 70 degraus por dia — o equivalente a quatro ou cinco lances de escada — é uma prática simples e acessível capaz de proteger a saúde do coração e prolongar a longevidade. Uma revisão sistemática com meta-análise publicada no American Journal of Cardiovascular Drugs associou o hábito a uma redução de 39% no risco de morte por doenças cardiovasculares e de 24% na mortalidade por qualquer causa.

Confira a seguir os detalhes do estudo científico, como a prática atua no organismo e as orientações para inclusão na rotina.


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Consolidação científica e benefícios acumulados

A pesquisa analisou nove estudos abrangendo mais de 480 mil participantes, incluindo pessoas com e sem histórico prévio de enfermidades cardíacas. A comparação entre quem mantinha a prática regular de subir escadas e indivíduos sedentários revelou uma queda expressiva em eventos como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.

Especialistas em cardiologia destacam que o benefício vem do volume total diário acumulado. O esforço não precisa ser contínuo: é possível fracionar a subida, realizando dois lances pela manhã e dois à tarde, o que também ajuda a quebrar longos períodos de postura sentada ao longo do dia de trabalho.

Como o exercício atua no corpo e cuidados necessários

Subir escadas exige um esforço combinado de treino aeróbico e fortalecimento muscular para vencer a gravidade:

— Grupos musculares exigidos: aciona grandes conjuntos musculares, como quadríceps, panturrilhas e glúteos. — Resposta cardiovascular: exige elevação rápida da frequência cardíaca e dilatação dos vasos sanguíneos para aumentar o bombeamento de sangue. — Controle metabólico: estimula o consumo de glicose pelos músculos, auxiliando no controle do diabetes e dos níveis de colesterol.

Para indivíduos sedentários, a orientação médica é começar de forma gradativa, subindo um lance por vez antes de progredir na intensidade. O exercício exige cautela para idosos com risco de queda ou problemas articulares graves, e é contraindicado para pessoas com condições cardiovasculares descompensadas (como arritmias não controladas ou dores no peito) sem prévia liberação médica.

Fonte: Redação AP com Agência Einstein e Correio do Povo



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