O município de Pelotas destacou-se no Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil de 2026 ao conquistar o posto de cidade mais segura do Rio Grande do Sul entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, alcançando também a sexta colocação no ranking geral nacional. O levantamento, contudo, contrasta com os dados recentes da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado, que apontam uma elevação nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) ao longo dos primeiros nove meses do ano.
Confira a seguir os detalhes do ranking nacional, o comparativo com os indicadores estaduais de criminalidade e a análise de especialistas sobre os dados.
Site da Prefeitura/Reprodução
Destaque no ranking de segurança e metodologia
Com uma taxa de 2,8 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, Pelotas figura na liderança estadual do anuário, superando índices de cidades como Cachoeirinha (3,7), Gravataí (5,8), Novo Hamburgo (6,1) e São Leopoldo (6,2). No cenário nacional voltado a municípios com mais de 100 mil moradores, a cidade gaúcha fica atrás apenas de centros como São Caetano do Sul (SP), Blumenau (SC) e Jaraguá do Sul (SC).
O levantamento estatístico baseia-se em dados consolidados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, referentes ao ano anterior.
Cenário oposto nos registros policiais de 2026
Enquanto o anuário reflete o histórico de mortalidade de períodos anteriores, os registros oficiais da Secretaria da Segurança Pública para o acumulado entre janeiro e setembro de 2026 apontam um cenário distinto:
— Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs): o indicador apresentou alta de 77,8%, passando de nove registros no mesmo período de 2025 para 16 ocorrências em 2026.
— Homicídios e Latrocínios: os homicídios isolados subiram de cinco para oito casos, enquanto os latrocínios saltaram de zero para dois registros no intervalo.
— Crimes patrimoniais e estelionatos: houve recuo de 16,7% nos roubos e de 4,3% nos furtos gerais. Em contrapartida, os estelionatos cresceram 43,8% e os furtos de veículos registraram expansão de 53,5%.
Especialistas em segurança pública ressaltam que a divergência temporal e metodológica entre índices de mortalidade e registros policiais exige cautela na análise, reforçando que indicadores gerais devem ser complementados por leituras qualitativas e territoriais para dimensionar com precisão a realidade da criminalidade e a sensação de segurança da população.
Fonte: Redação AP com Bravo Interativa e SSP-RS
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