As contratações temporárias para as festas do fim de ano prometem movimentar intensamente o mercado de trabalho no Rio Grande do Sul. Segundo a Pesquisa de Temporários 2026, desenvolvida pela Assessoria Econômica do Sistema Fecomércio-RS, 54,8% dos empresários do setor planejam contratar reforços para suas equipes, estimando um incremento médio de 28,4% nos quadros das lojas participantes. O levantamento indica otimismo e destaca que a maior parte das oportunidades ainda está aberta para os trabalhadores gaúchos.
Confira a seguir o cronograma das admissões, os perfis mais buscados e as chances de efetivação.

Sindepar/reprodução

Cronograma de contratações e desligamentos
A sondagem aponta que a grande janela de oportunidades está abrindo agora, já que 84,3% do total de vagas ainda não haviam sido preenchidas até o encerramento da coleta e 73,8% das empresas sequer tinham começado as admissões. O calendário das vagas temporárias está dividido da seguinte forma:
— Início dos trabalhos: novembro é o mês mais citado pelos lojistas para o começo das atividades (36,4%), seguido de perto por outubro (27,3%). — Término dos contratos: os desligamentos previstos estão concentrados nos meses de janeiro (37,7%) e dezembro (29,6%). — Volume em relação a 2025: 52,1% dos estabelecimentos planejam manter o mesmo contingente do ano passado, enquanto 20,7% preveem ampliar o número de vagas.
Áreas com mais oportunidades e exigências
A função de vendas e atendimento comercial lidera com folga a demanda do varejo, presente em 75,1% das intenções de contratação, acompanhada pelas vagas para caixa e crediário (31,9%) e estoque ou depósito (19%). O processo seletivo ocorre na própria loja em 85,2% dos estabelecimentos. Em relação aos critérios exigidos:
— Sem exigências formais: 55,8% dos locais que vão contratar afirmaram que não farão exigências específicas. — Com critérios (44,2% das lojas): as preferências mais citadas incluem ensino médio completo, faixa etária entre 19 e 25 anos e experiência prévia na função. — Desafios do setor: indisponibilidade de horários dos candidatos, falta de qualificação e escassez de interessados continuam sendo os principais obstáculos apontados pelos comerciantes.
Ponte para o emprego fixo e debates trabalhistas
Além da renda imediata, o trabalho temporário desponta como uma forte porta de entrada para o mercado formal. O estudo revela que 54,8% dos temporários contratados têm chances reais de efetivação após o fim do contrato. O presidente do Sistema Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, ressaltou que a época é ideal para quem está ingressando no setor demonstrar empenho e alcançar resultados permanentes.
O levantamento também consultou os empresários sobre temas regulatórios em pauta no país: 46% dos entrevistados projetam impactos negativos caso ocorra o fim da escala 6x1, enquanto 47,8% avaliam que a eventual redução da jornada semanal de 44 para 40 horas traria prejuízos às operações comerciais.
Acesse aqui o estudo completo.
Fonte: Redação AP com Fecomércio-RS
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