A doença hepática gordurosa, comumente conhecida como esteatose hepática, consolidou-se como uma das patologias do fígado mais incidentes no mundo, impulsionada pelo crescimento da obesidade, do diabetes tipo 2 e da síndrome metabólica. Como a condição costuma ser silenciosa em seus estágios iniciais, a comunidade médica reforça que o tratamento baseia-se primordialmente na adoção de um estilo de vida saudável, controle de comorbidades e perda de peso moderada guiada por orientação nutricional adequada.
Confira a seguir quais alimentos devem ser evitados para proteger a função hepática e quais padrões nutricionais auxiliam na recuperação da saúde do órgão.
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| Foto: Reprodução / Divulgação |
Alimentos ultraprocessados e substâncias nocivas ao fígado
O consumo regular de produtos ultraprocessados — como refrigerantes, salgadinhos, embutidos e fast food — eleva o risco de desenvolvimento da doença em mais de 20%, sobrecarregando o metabolismo hepático devido aos excessos de açúcares adicionados e gorduras saturadas. Especialistas recomendam a eliminação ou a restrição rigorosa de gorduras saturadas e trans presentes em frituras e produtos de panificação industrializados, açúcares simples e xarope de frutose encontrados em bebidas açucaradas, farinhas refinadas que provocam picos de glicose e insulina, além do consumo de bebidas alcoólicas, cujo efeito tóxico agrava os danos aos tecidos do fígado independentemente da quantidade ingerida.
Dieta mediterrânea e componentes hepatoprotetores
Em contrapartida, a adoção de um padrão alimentar inspirado na dieta mediterrânea destaca-se como a principal estratégia para conter a inflamação e reduzir riscos cardiovasculares associados. O modelo prioriza o consumo diário de vegetais, frutas frescas, leguminosas e cereais integrais ricos em fibras, além da substituição de gorduras animais por gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, tendo o azeite de oliva extravirgem como principal fonte de lipídios benéficos. A inclusão de ácidos graxos ômega-3 obtidos de peixes oleosos, o consumo moderado de café sem açúcar e a ingestão de ovos — ricos em colina, nutriente essencial para o metabolismo das gorduras no fígado — também compõem o grupo de aliados na proteção do tecido hepático.
Fonte: Redação AP com O Sul e El Tiempo
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