Estudo publicado na revista científica Brain Health por pesquisadores das universidades de Ottawa e Toronto, no Canadá, defende que a prática de exercícios físicos passe a integrar prescrições médicas formais como intervenção terapêutica para a saúde cerebral. A proposta sugere que a atividade física seja receitada com especificação de modalidade, frequência, intensidade e duração, deixando de ser apenas uma recomendação genérica de estilo de vida.
Confira a seguir as evidências científicas apontadas pelo estudo, os benefícios para transtornos mentais e as recomendações de intensidade para diferentes públicos.
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Benefícios para a cognição e saúde mental
Os autores do estudo destacam que a atividade física exerce influência direta sobre a memória, a cognição, o equilíbrio emocional e o comportamento. Entre as evidências citadas, um ensaio clínico de 2011 demonstrou que exercícios aeróbicos aumentam o volume do hipocampo anterior, região cerebral associada à memória. Além disso, análises recentes reforçam que modalidades como caminhada, corrida, ioga e treinamento de força auxiliam na redução significativa de sintomas de depressão, ansiedade e sofrimento psicológico.
Recomendações e acessibilidade da prática
A proposta também enfatiza o impacto positivo do exercício para pessoas com esquizofrenia e transtornos mentais graves, ajudando a combater o sedentarismo e os riscos associados. Embora a Organização Mundial da Saúde recomende de 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada, os pesquisadores apontam que o início pode ser gradual, com pequenas caminhadas de cinco minutos ou atividades leves para quem enfrenta barreiras de motivação.
Fonte: Redação AP com Agências Internacionais
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