A Associação Instituto ECOA concluiu a formação de 28 moradoras de duas comunidades de Porto Alegre no projeto Ateliê de Costura Artesanal – Florescer Rede. A iniciativa capacitou mulheres em situação de vulnerabilidade social nas comunidades do Lami e do Jardim Bento Gonçalves para transformar materiais que seriam descartados no lixo — como sacos de ração, tecidos de guarda-chuvas e calças jeans em desuso — em novos produtos artesanais com potencial de comercialização.
Confira a seguir como funcionaram as oficinas, o impacto ambiental do reaproveitamento e o fortalecimento da autonomia feminina.
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| Foto: Buda Comunicação / Divulgação |
Reaproveitamento de materiais e impacto ambiental
Durante os encontros semanais realizados entre maio e outubro, as participantes aprenderam técnicas de costura, manuseio de máquinas e confecção de itens como ecobags, bolsas e caminhas para animais de estimação. A proposta busca reduzir o envio de resíduos recicláveis ao aterro sanitário da Capital e viabilizar a produção contínua sem custos de matéria-prima. Somente no ano anterior, o projeto evitou o descarte irregular de 1.732 itens na cidade, estimulando práticas de consumo consciente e economia solidária.
Inclusão produtiva e saúde mental
Além da capacitação técnica, a formação atuou como um espaço de acolhimento social, melhoria da autoestima e incentivo à independência financeira das mulheres, fator decisivo para a construção de novas perspectivas de vida e o rompimento de ciclos de vulnerabilidade. Viabilizada por emenda parlamentar, a iniciativa aliou a gestão ambiental à inclusão produtiva, encerrando a etapa com a entrega oficial de certificados para as participantes graduadas no curso.
Fonte: Redação AP com Jornal da Capital e Buda Comunicação
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