Professora da UFRGS é uma das ganhadoras do prêmio Para Mulheres na Ciência L’Oréal 2023

A professora e pesquisadora do PPG Bioquímica da UFRGS Jade de Oliveira é uma das ganhadoras do prêmio "Para Mulheres na Ciência" L’Oréal/ABC/Unesco na categoria "Ciências da Vida". A premiação foi entregue nesta segunda-feira, dia 4 de dezembro, no Rio de Janeiro. No total, foram sete pesquisadoras reconhecidas na edição 2023. A docente da UFRGS receberá uma bolsa para pesquisa sobre as implicações de uma alimentação rica em gorduras e açúcares na infância e como isso pode afetar o cérebro a ponto de até causar depressão. "Para Mulheres na Ciência" é realizado pela empresa L’Oréal em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Unesco no Brasil.


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Em sua pesquisa, Jade de Oliveira estuda como dietas pouco balanceadas têm riscos para além do ganho de peso. Ela se propõe a entender como a dieta no início da vida pode influenciar em muitos aspectos biocomportamentais. Desse modo, estuda as relações entre a alimentação, a microbiota intestinal e o cérebro. Jade é professora do Departamento de Bioquímica da UFRGS desde 2019 e atua como docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica. Ela coordena o Laboratório de Investigação em Desordens Metabólicas e Doenças Neurodegenerativas (LABIMN/UFRGS). Tem como principal linha de pesquisa: Doenças metabólicas e o desenvolvimento de neuropatologias, com estudo de possíveis estratégias terapêuticas.

A pesquisa

Jade de Oliveira explica a pesquisa: "Neste projeto serão avaliados os mecanismos e células-alvo que estão envolvidos na importante relação entre microbiota, tecido adiposo e cérebro no desenvolvimento de transtornos do humor induzidos pela exposição precoce (já na infância) ou na idade adulta à dieta rica em gorduras saturadas e açúcares". Além disso, serão avaliados os efeitos de probióticos e metformina na modulação das consequências, tanto no hipotálamo quanto no hipocampo, da exposição à dieta rica em gordura e açúcar em diferentes idades. Como colaboração à sociedade, ela indica que o estudo pretende "contribuir para medidas de prevenção e tratamento de doenças como a depressão e ansiedade".

Sobre o reconhecimento feminino na premiação, Jade de Oliveira se diz honrada e feliz. "O prêmio é um reconhecimento e um incentivo para as mulheres, nos mostra que somos sim capazes e que devemos seguir na Ciência. Ele contribui muito para a busca pela igualdade de gêneros na Ciência". As vencedoras recebem uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil, que é destinada ao desenvolvimento de seus projetos em instituições nacionais no período de 12 meses. O júri é formado por membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Na categoria Ciências da Vida, além da professora Jade de Oliveira, foram premiadas Flávia Figueira Aburjaile (Universidade Federal de Minas Gerais), Jaqueline Góes de Jesus (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública) e Raquel de Almeida Ferrando Neves (UniRio). Nas Ciências Químicas, a vencedora foi Tayana Tsubone (Universidade Federal de Uberlândia); em Ciências Físicas, venceu Verônica de Carvalho Teixeira (CNPEM); e, em Ciências Matemáticas, ganhou Carla Lintzmayer (Universidade Federal de Uberlândia).


Fonte: UFRGS



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