Gata-maracajá, furão e aves silvestres são devolvidos à natureza após resgates no norte do RS

Esta semana foi marcada pelo retorno de 15 animais silvestres ao seu habitat natural, no norte do RS. Uma equipe de jornalistas de Passo Fundo acompanhou o momento em que uma gata-maracajá, um furão, uma seriema, três cardeais e nove azulões foram devolvidos à natureza em ação comemorativa da Semana do Meio Ambiente.

Divulgação / Brigada Militar/Divulgação


As espécies foram resgatadas pelo 3° Batalhão Ambiental da Brigada Militar (BABM) em diferentes cidades da Região Norte e passaram por um período de reabilitação no Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF). A gata-maracajá (foto acima), por exemplo, foi encontrada machucada perto de uma estrada em 26 de abril, após os policiais terem sido acionador por um morador de Muliterno.

Ameaçada de extinção, a felina apresentava um trauma na cabeça, mas nada grave conforme informaram os veterinários. O tratamento foi a base de medicamentos e cuidados clínicos.

— Quando um animal silvestre chega ao atendimento veterinário e permite a captura, é porque realmente está muito debilitado. Muitas vezes eles são atropelados ou têm alguma interação humana, seja carro, balístico ou até agressão física mesmo, questão de maus-tratos — explica a médica veterinária e professora da UPF, Michelli Ataíde.

Já os pássaros, em sua grande maioria, foram resgatados de cativeiros ilegais e sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), após terem sido retirados da natureza por criadores. As aves eram mantidas em gaiolas.

— Eles acabam passando por várias triagens, muitos não resistem, e aqueles que a gente consegue reabilitar, a gente tem essa feliz oportunidade de devolver à natureza — resume a veterinária, que também é Coordenadora do Grupo de Estudos de Animais Silvestres da UPF.

Por dia, são atendidos pelo menos 20 animais silvestres no Hospital Veterinário da UPF, sendo a maioria aves resgatadas em criadouros ilegais. De acordo com a lei n° 9.605/98, a pena para esse crime ambiental é de detenção de seis meses a um ano, além de multa.

A pedido dos veterinários, os jornalistas que fizeram a reportagem (de GZH Passo Fundo) não irão divulgar a localização da floresta onde os animais foram soltos. O objetivo é evitar que eles sejam encontrados por caçadores. 

Fonte: GZH



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