ALERTA: Baixa qualidade do ar em vários estados do Brasil - veja como se proteger

O Instituto Nacional de Meteorolgia, o Inmet, emitiu alerta laranja para 12 estados e Distrito Federal devido à baixa umidade relativa do ar. Por causa do tempo seco, do calor e da fumaça de incêndios florestais, a situação de São Paulo é ainda mais grave, a cidade do país com a pior qualidade do ar em toda a sua história.

A qualidade do ar em áreas da capital paulista e da região metropolitana, classificada entre ruim e muito ruim, na manhã desta segunda-feira, levou inclusive a metrópole a ser considerada a metrópole com a pior qualidade de ar no mundo, segundo informações do site da empresa suíça IQAir, especializada em tecnologia da qualidade do ar.

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De acordo com o Inmet, além do DF, o alerta de umidade entre 20% a 12% vale para os estados de Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, São Paulo e Maranhão.

Cuidados com a saúde

A maior preocupação é com os casos de alergia respiratória, como bronquite e asma, que crescem exponencialmente nesta época do ano. Os especialistas elencam os principais cuidados a serem adotados, confira a seguir:

“A baixa umidade atua como fator irritativo das nossas mucosas, contribuindo para o desenvolvimento de quadros de rinite, sinusite, bronquite, asma e laringite”, explica a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e especialista em alergias respiratórias.

Nesse contexto, o frio, a poluição e alguns hábitos equivocados são fatores que nos tornam ainda mais vulneráveis. “A falta de hidratação, o uso de indiscriminado de descongestionantes nasais, o tabagismo e até mesmo a prática de exercícios físicos, dependendo do horário e local, são aspectos agravantes e que jamais podem ser ignorados”, alerta a especialista.

Dessa forma, a adoção de uma rotina mais criteriosa é a melhor forma de evitar tais desconfortos. A começar pela ingestão regular de água, que seria a dica mais elementar em termos de prevenção a todas essas doenças.

“O ideal é beber, em média, oito copos de água ao longo do dia, principalmente nos intervalos de exercícios físicos ou quando se faz o uso da voz com muita intensidade, como é o caso de professores, radialistas e outros profissionais que dependem da comunicação oral”, enfatiza Dra. Cristiane.

Evitar hábitos que potencializem a irritação das vias aéreas é primordial, ou seja, fumar e fazer atividades físicas entre 10h e 16h (quando a umidade é menor) e uso contínuo de descongestionante nasal. “Tudo isso contribui para um ressecamento ainda maior das nossas vias aéreas, além de potencializar eventuais problemas cardíacos. Portanto, devemos evitar sempre”, observa a médica.

Mesmo dentro de casa, a especialista explica que esses meses de tempo seco requerem cuidados extras. “Nessa época do ano, é muito importante manter a casa ventilada e livre de poeira, por conta dos ácaros, principalmente. Deixar as janelas abertas sempre que possível e reforçar a limpeza de objetos como tapetes, cortinas e bichos de pelúcia é também essencial.”

Abaixo segue o resumo das dicas:

– Tome bastante água para manter as mucosas das vias aéreas hidratadas. O ideal é beber oito copos ao longo do dia (1,6 litro);

– Evite os descongestionantes nasais, sobretudo sem indicação médica. Eles ressecam as mucosas nasais e potencializam irritações;

– Evite fumar, pois a fumaça do cigarro provoca reações alérgicas, além de irritação das mucosas;

– Escolha horários de temperatura mais amena (início da manhã ou final de tarde) para realizar suas atividades físicas;

– Mantenha a casa sempre arejada e tenha atenção redobrada com a limpeza de itens que possam acumular poeira, por conta dos ácaros.

Uso de máscaras

O uso de máscaras cirúrgicas, como são conhecidas, é recomendado e pode minimizar a inalação de substâncias tóxicas que podem surgir com a fumaça das queimadas.

A fumaça vinda das queimadas pode incluir gases tóxicos, como monóxido de carbono (CO), e material particulado fino (PM2.5). Essas substâncias são altamente prejudiciais à saúde, e podem agravar doenças respiratórias.

Segundo o médico pneumologista Daniel Bretas, presidente da Sociedade Mineira de Pneumologia, as máscaras de proteção podem ser ainda mais necessárias para pessoas que residem em imóveis próximas às áreas de vegetação com focos de incêndio.


Fonte: Folha de Jandira, G1 e BNT

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