ESPAÇO: Confira as atrações do show que a natureza dá no ceú nesta semana

Os amantes da astronomia terão muitos motivos nesta semana para contemplar o céu várias regiões do Brasil. O auge será na próxima sexta-feira (13), quando será possível ver a chuva de meteoros Geminídeas (GEM), considerada uma das mais intensas do ano. De acordo com o Urânia Planetário, o fenômeno promete alcançar seu auge em horários específicos para cada região do Brasil.

Veja depois da imagem os destalhes dos fenômenos espaciais de dezembro. 

Reprodução

Quinta, 12: Grande Nuvem de Magalhães

A galáxia Grande Nuvem de Magalhães, localizada na constelação de Dorado, fica bem posicionada no céu noturno nas próximas semanas. No dia 12 de dezembro, ela atinge o ponto mais alto no céu por volta da meia-noite.

Nas noites seguintes, isso acontece quatro minutos mais cedo a cada dia. De modo geral, a galáxia fica visível entre 19h06 e 3h50.


Sexta, 13: Chuva de meteoros Geminídeas 

A chuva Geminídea, que pode atingir até 150 meteoros por hora, será visível a olho nu, sem necessidade de telescópios ou binóculos. Para acompanhar o evento, basta olhar para o céu no lado nordeste e localizar a constelação de Gêmeos. Duas estrelas brilhantes, Pollux e Castor, servirão de guias para encontrar o radiante, localizado ao lado de Castor.

Embora o brilho da Lua possa interferir parcialmente na visibilidade, os meteoros, com velocidade média de 34 km/s e magnitude prevista de 2.6, prometem impressionar os espectadores. Este fenômeno é único entre as chuvas de meteoros, pois não está associado a um cometa, mas ao asteroide 3200 Phaethon, que orbita o Sol a cada 1,4 anos.

Confira os horários específicos para cada região do Brasil.

Norte e Nordeste: a partir das 21h30

Sudeste e Centro-Oeste: por volta das 23h

Sul: próximo da meia-noite às 23h59


Sexta, 13: Aproximação Lua e Pleiades (M45)

A Lua e M45 -- um aglomerado de estrelas -- fazem uma aproximação, passando a meros 9,8 minutos de arco uma da outra. O par fica visível no céu noturno às 18h12.

O ponto mais alto no céu será às 21h48, mas permanecem visível até às 2h46. O par fica próximo o suficiente para caber no campo de visão de um telescópio, mas também serão visíveis a olho nu ou através de um par de binóculos.


Sábado, 14: Conjunção Lua e Júpiter

A Lua e Júpiter compartilham a mesma ascensão reta e quase ao mesmo tempo, os dois objetos celestes farão uma aproximação, ficando visíveis às 17h52 e atingem o ponto mais alto às 22h52.

O "par" estará na constelação de Touro, muito distante para caber no campo de visão de um telescópio ou binóculo, mas será visível a olho nu.


Domingo, 15: Lua Fria

A Lua atinge a fase cheia neste dia, sendo visível por boa parte da noite, e recebe o nome de "Lua Fria", conforme uma tradição norte-americana. O nome está relacionado ao início do inverno no Hemisfério Norte. Essa será a última Lua Cheia do ano.


Domingo, 15: Chuva de meteoros Comae Berenices

O fenômeno fica ativo dos dias 12 a 23 de dezembro, mas o pico de atividade será no dia 15 do mês. No período, há uma chance de ver meteoros Comae Berenices sempre que o ponto radiante da chuva – na constelação de Leão – estiver acima do horizonte.

A chuva será visível a partir de 23h38 de cada noite, quando o ponto radiante se eleva acima do horizonte leste. Ela permanecerá ativa até o amanhecer por volta de 4h54.


Quinta, 19: Chuva de meteoros Leo Minor

As "estrelas cadentes" aparecem, na verdade, até o dia 4 de fevereiro do próximo ano, mas o pico de meteoros será no dia 19 de dezembro.

Durante o período, haverá uma chance de ver meteoros Leo Minor de dezembro sempre que o ponto radiante da chuva – na constelação de Leão Menor – estiver acima do horizonte, com o número de meteoros visíveis aumentando quanto mais alto o ponto radiante estiver no céu.

A chuva não será visível antes de 22h30 de cada noite, quando seu ponto radiante se eleva acima do seu horizonte leste. Ela permanecerá ativa até o amanhecer por volta de 4h56. 


Sábado, 21: Solstício de Verão

Esse será o dia mais longo do ano de 2024 no Hemisfério Sul, chamado de Solstício de Verão. É quando a jornada anual do Sol por meio das constelações do zodíaco atinge o ponto mais ao sul no céu, na constelação de Capricórnio.

O dia é considerado pelos astrônomos como o primeiro dia de verão no Hemisfério Sul. No Hemisfério Norte, o Sol fica acima do horizonte por menos tempo do que em qualquer outro dia do ano.

No solstício, o Sol aparece acima da cabeça ao meio-dia quando observado de locais no trópico de Capricórnio, na latitude 23,5°S. Os solstícios ocorrem porque o eixo de rotação da Terra – seu eixo polar – é inclinado em um ângulo de 23,5° em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol.


Domingo, 22: Chuva de meteoros Úrsidas

O fenômeno se prolonga até o dia 26 de dezembro e deve produzir as melhores exibições pouco antes do amanhecer, quando o ponto radiante é mais alto.

A chuva não será visível antes de 2h46 de cada noite, quando o ponto radiante se eleva acima do horizonte leste. Os meteoros podem aparecer até por volta de 5h da manhã.


Como observar

Os eventos astronômicos são vistos com maior facilidade em cidades no interior do Estado pela distância da poluição luminosa dos centros urbanos. Ainda assim, é possível conferir os fenômenos da Capital.

Uma boa ferramenta para auxiliar nesse processo são aplicativos de astronomia que mostram um mapa do céu e identificam os astros. 

Fontes: Redação AP, Metrópoles e Diário do Nordeste

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