A cidade gaúcha de Guaíba, na regiuão metropolitana de Porto Alegre (RS), destacou-se positivamente ao completar, em 2025, o terceiro ano consecutivo sem registros do crime de feminicídio. Ao mesmo tempo que o estado enfrenta uma crise de ocorrências em série, com alta de 10% na violência letal contra mulheres, ultrapassando a marca de 80 casos no último ano e já registrando 19 mortes em 2026, o município vizinho da capital gaúcha manteve-se como um modelo de preservação da vida entre 2023 e 2025.
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Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, a eficácia dos indicadores de Guaíba reflete o sucesso de um sistema de proteção que não parou de crescer. Desde 2022, o Centro de Referência para Enfrentamento à Violência contra a Mulher (CRAM) atua como um pilar estratégico, oferecendo suporte técnico e acolhimento especializado, enquanto a Patrulha Maria da Penha garante que as medidas protetivas de urgência sejam, de fato, cumpridas. Recentemente, o município instituiu a “Rede Guaíba Segura para Mulheres”, uma estratégia municipal inovadora voltada à antecipação e prevenção da violência de gênero.
Apesar da solidez dessas políticas públicas, o recente e isolado episódio que vitimou a bombeira civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, no início de 2026, colocou a gestão municipal em estado de alerta máximo. O caso, que interrompe um ciclo marcante de segurança na cidade, está sendo tratado como um chamado para o fortalecimento das medidas protetivas já existentes e para o endurecimento da vigilância contra agressores.
A prefeitura de Guaíba reitera o apelo à população para a utilização dos canais de denúncia, como o ligue 180 e reforça que a rede de acolhimento está em prontidão para evitar que novas famílias sejam vítimas de violência doméstica. A cidade tem menos de 98 mil habitantes, segundo o mais recente censo do IBGE.
Fonte: Assessoria de Comunicação Guaíba e Redação AP
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