Para tornar o conteúdo mais próximo da realidade dos jovens, o projeto apostou em uma estética inspirada em cartoons e no universo das histórias em quadrinhos. A protagonista é Luma Valente, uma adolescente de cerca de 14 anos que possui o “olhar da coragem”, um superpoder que permite identificar situações de sofrimento e risco entre colegas.
“A Luma é uma menina que consegue enxergar sinais de comportamentos perigosos ou abusivos entre amigos e alertar para situações de risco ainda na adolescência”, destacou Salinet. A personagem foi desenvolvida pelo designer Thiago Borba e o pelo publicitário Rafael Guerra junto ao Gabinete de Comunicação Social, em parceria com os Centros de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e da Educação, Infância e Juventude do MPRS. O nome Luma Valente foi escolhido por votação nas redes sociais da instituição.
Sinais de alerta
A cartilha apresenta orientações sobre diferentes formas de violência, incluindo agressões físicas, com ou sem marcas, violência sexual, beijos forçados, toques sem consentimento e pressão para envio de imagens íntimas. O material também aborda sinais comuns em relacionamentos abusivos, como ciúme excessivo, controle sobre localização e manipulação emocional.
A cartilha também orienta adolescentes sobre como buscar ajuda, incentivando o diálogo com pessoas de confiança e o uso de canais de denúncia, como o telefone 180 ou as Promotorias de Justiça. As primeiras duas mil cartilhas foram impressas com apoio do Sicredi e distribuídas gratuitamente.
De acordo com Salinet, a expectativa agora é ampliar a produção e expandir o projeto. “Lançamos a Luma e foi um sucesso. Estamos recebendo muitas solicitações para palestras e ações educativas. Agora buscamos novos apoios para ampliar a impressão das cartilhas”, revelou.
Segundo ela, o projeto também começa a despertar interesse de outros Ministérios Públicos do país, abrindo possibilidade de expansão nacional da iniciativa. O lançamento da cartilha ocorreu durante uma atividade realizada no Colégio João Paulo I, reunindo adolescentes para discutir formas de reconhecer e enfrentar situações de violência desde cedo.
Fonte: Coletiva Net
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